Defesa Civil de São Paulo alerta para fenômenos climáticos severos e orienta a população sobre como buscar proteção durante as rajadas de vento
Redação
Publicado em 11/09/2026, às 13h33
Diante da previsão de tempestades severas entre esta sexta-feira (11) e sábado (12), a Defesa Civil do estado de São Paulo explica as diferenças entre dois fenômenos climáticos extremos: as microexplosões e os tornados.
Embora causem ventos muito fortes e danos semelhantes, eles possuem mecanismos de formação distintos.
A microexplosão atmosférica ocorre quando uma corrente de ar muito intensa desce de uma tempestade em direção ao solo. Ao atingir a superfície, o ar se espalha rapidamente em diferentes direções e produz rajadas capazes de provocar a queda de árvores, destelhamentos e danos em estruturas. Trata-se de um evento localizado, de rápida evolução e de curta duração.
O tornado, por sua vez, testá associado a uma tempestade capaz de desenvolver uma rotação persistente. Em condições favoráveis, as diferenças na velocidade e na direção dos ventos contribuem para essa rotação. Quando a força se concentra e se estende até a superfície, há a formação do tornado. No entanto, nem toda tempestade com rotação produz o fenômeno.
Apesar das diferenças, os estragos gerados pelos dois eventos costumam ser semelhantes. Por isso, a identificação não deve ocorrer apenas pela observação visual dos danos. A confirmação oficial depende da análise conjunta de dados de radar, satélites e descargas atmosféricas.
O estado já contabiliza registros de ambos os eventos. Em 24 de julho deste ano (2026), uma tempestade severa atingiu Ribeirão Preto e municípios vizinhos, e provocou destelhamentos e danos estruturais. Na ocasião, os especialistas observaram características compatíveis com uma microexplosão.
Em 2025, um episódio de grande impacto ocorreu em Porto Feliz, no interior paulista, onde uma microexplosão destruiu uma fábrica de motores. No mesmo ano, a cidade de Teodoro Sampaio sofreu com um tornado, que resultou na queda de árvores e de muros.
A principal recomendação da Defesa Civil é procurar abrigo antes da intensificação dos ventos. Dentro de casa, o morador deve permanecer em cômodos internos e centrais, preferencialmente no pavimento mais baixo e sem janelas, como banheiros e corredores. Também é essencial manter distância de portas de vidro e paredes externas.
Na rua, a instrução é procurar uma edificação segura e manter distância de árvores, postes, placas, estruturas metálicas e coberturas frágeis. Durante o temporal, a população precisa evitar áreas sujeitas a alagamentos e nunca atravessar trechos inundados.
Ao volante, o motorista deve reduzir a velocidade e, se necessário, parar o veículo em local seguro, longe de possíveis quedas de estruturas. Em caso de descargas elétricas, o cidadão não deve permanecer em áreas abertas.
Para situações de emergência, os canais de atendimento são a Defesa Civil (199) e o Corpo de Bombeiros (193). A população também pode receber alertas preventivos pelo celular; basta enviar o CEP da residência por SMS para o número 40199.