Costa Norte
Publicado em 13/05/2016, às 12h53 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h11
*Foto: Divulgação/CMC
A Câmara promoveu, na tarde de quinta-feira, 12, uma reunião entre representantes dos funcionários da Companhia Cubatense de Urbanização e Saneamento (Cursan) e Executivo municipal para discutir os graves problemas financeiros da empresa. Os trabalhadores da Cursan estão em greve desde segunda-feira, 9, por causa do atraso no pagamento dos salários de abril e dos benefícios.
Ao final, os representantes do Executivo comprometeram-se em dar uma resposta até a próxima segunda-feira, 16, acerca do projeto de aporte financeiro para a Cursan. Eles também informaram que, até quarta-feira, 18, pagarão o vale-refeição ou a cesta básica. Em assembleia geral, os funcionários da empresa, decidiram pela manutenção da greve até o pagamento dos benefícios em atraso.
Durante a reunião de quinta, Paloma dos Santos, presidente do Sindilimpeza, disse que a situação dos funcionários da Companhia é gravíssima, sendo que muitos estão endividados em virtude de contas atrasadas. A sindicalista afirmou que espera que a prefeitura se sensibilize e tome uma decisão definitiva em favor dos trabalhadores. O presidente da Cursan Almir Moura admitiu que a empresa vive um momento muito difícil, agravado principalmente pela falta de renovação de contratos com a prefeitura. Moura explicou que a companhia está sem o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), e, por isso, a Procuradoria do município veda qualquer tipo de novo contrato.
Almir Moura ainda disse que mais de 10% do orçamento da empresa estão comprometidos com o pagamento de ações civis judiciais. Ele explicou também que a companhia depende exclusivamente do orçamento da prefeitura, uma vez que é uma empresa de economia mista que não gera lucro. Já o secretário de Manutenção Urbana e Serviços Públicos José Carlos Ribeiro afirmou que a prefeitura tem responsabilidade solidária com a Cursan. Ele afirmou que é prioridade da administração municipal sanear as dívidas da empresa e garantir a manutenção dos empregos. O vice-presidente da Câmara, Dinho Heliodoro (SD), disse que o Executivo deve urgentemente enviar para o Poder Legislativo um projeto de aporte financeiro para salvar a Cursan. Ele acredita que isso possa revigorar a empresa de modo a não mais atrasar os salários dos funcionários. No entanto, o vereador defende a redução de cargos comissionados na companhia. A reunião também contou com a participação de Marcos Braz de Oliveira, o Macaé, presidente do Sintracomos; do chefe do Legislativo cubatense, Aguinaldo Araújo (PDT); e dos vereadores Ivan Hildebrando (PSB), Jair Ferreira (PT), o Jair do Bar, e Severino Tarcício (PSB), o Doda.