Ela afirma que cirurgia no joelho não foi realizada por falta de material e reclama do mau atendimento dos funcionários; em nota, Santa Casa se posiciona
Da redação
Publicado em 10/06/2021, às 16h37 - Atualizado às 16h41
Uma moradora de Ubatuba, no Litoral Norte do Estado de São Paulo, decidiu denunciar a Santa Casa por falta de material cirúrgico e mau atendimento.
Ela alega que sofreu uma queda e deu entrada na Santa Casa na última terça-feira (8). De acordo com a mulher, houve, segundo os médicos, uma fratura na patela do joelho.
Ela reclama que houve demora no atendimento do Samu. “O Samu vem do bairro Fêlix. Tem base nos bairros Perequê, Praia Grande e Tomas Galhardo. A equipe demorou 40 minutos para me atender após a minha queda”, relata em vídeo nas redes sociais.
A moradora disse que após ser atendida, foi diagnosticada a necessidade de uma intervenção cirúrgica no joelho, o que de acordo com ela é inviável, já que a Santa Casa não possui materiais cirúrgicos para o procedimento.
“Agora eu fico aqui na Santa Casa, com pandemia de covid-19 e sem poder fazer nada. Não há previsão de alta ou de transferência para realização da cirurgia. Não tem material para o procedimento, não há possibilidade de inserir os pinos necessários. Cadê o dinheiro da zona-azul, Flávia Pascoal (prefeita)? Quanto tempo vou ficar aqui? A saúde e a educação estão um lixo”, desabafa.
As reclamações da moradora continuam. Ela ainda alega que não consegue marcar exames e que foi mau atendida por uma funcionária da Santa Casa.
“Não liberaram dois familiares para me visitar por conta dos protocolos de saúde da covid-19, mas outra paciente estava com dois familiares ao lado. A funcionária foi super mau educada por conta disso. Não estou aqui na Santa Casa porque eu quero”, afirmou.
Outro lado
Questionadas, a prefeitura de Ubatuba e a Santa Casa informaram que “a cliente em questão já tem um diagnóstico ortopédico pregresso de fratura de quadril, com fixação prévia de ambos, o que torna a cirurgia complexa, para qual esta instituição não é credenciada e nem habilitada em realizar tal procedimento”.
A nota continua explicando que “todo procedimento foi passado e, minimamente, detalhada para a cliente, desde sua entrada nesta unidade. Ela está inserida no sistema CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde) para transferência. Esclarecemos, também, que a Santa Casa de Ubatuba não tem interesse algum em manter a paciente sem resolução e que as equipes médicas e de regulação têm buscado, incansavelmente, vaga em instituições parceiras e habilitadas para que a ela possa dar prosseguimento e resolução do seu problema”.
A Santa Casa reforça que a paciente vem recebendo todos os cuidados necessários para manter a estabilidade do seu quadro até que seja transferida.
“Além disso, ela tem demonstrado hostilidade com toda equipe hospitalar, oferecendo resistência ao tratamento e aos protocolos que temos atualmente implantados, o que fica claro em seus vídeos, como o não uso de máscaras.
Trata-se de uma postura lamentável, uma vez que coloca em risco a sua saúde e dos outros pacientes que ocupam o mesmo quarto”, diz a nota da Santa Casa.
A instituição ressalta ainda que as redes sociais não são canais oficiais de reclamação e que estas devem ser direcionadas à ouvidoria da Santa Casa ou, até mesmo, à ouvidoria da secretaria de Saúde para averiguação e, caso necessária, correção e resolução do caso.