Orientação é para procurar as unidades de saúde em casos de sintomas decorrentes da Covid-19, como febre, tosse, dores no corpo, falta de ar e perda de paladar e olfato
Da redação
Publicado em 01/04/2021, às 17h17 - Atualizado às 17h39
A prefeita de Ubatuba, Flavia Pascoal, visitou a Santa Casa, nesta quinta-feira (1º) e conversou com os médicos da ala Covid e pediátrica do município. Segundo a chefe do Executivo, o momento agora é de evitar aglomerações e festas clandestinas.
“Há uma mudança no perfil dos pacientes que estão contraindo Covid-19. Agora mais crianças e jovens são infectados. Vamos colaborar, usando máscara e higienizando as mãos. Evitem aglomerações e festas clandestinas”, disse.
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No início da semana, um grupo de pediatras, de forma independente, decidiu fazer uma carta aberta sobre a atual situação da Covid-19 em crianças na cidade de Ubatuba, no litoral norte.
No documento, os médicos alertam sobre a necessidade de R$ 50 mil para comprar equipamentos para atender as crianças, pois a cidade e o litoral norte não contam com UTI pediátrica e sofre com a falta de insumos, que são rapidamente consumidos.
Uma vaquinha foi criada na internet com intenção de arrecadar dinheiro para a causa. Para garantir o atendimento emergencial, os pediatras listam equipamentos e materiais: Agulha intraóssea (R$ 400,00), 20 máscaras não reinalantes infantis (R$ 800,00), monitor multiparamétrico (R$ 12.000,00), monitor com oxímetro pletismográfico (R$8.000,00), incubadora de transporte neonatal (R$ 25.000,00), 2 circuitos para cpap nasal: (R$ 600,00), babypuff (R$ 2.000,00). A categoria ainda reforça que Ubatuba possui apenas uma Ambulância UTI para transporte de qualquer pessoa (adulto, criança ou recém-nascido) funcionando no município. “Se saem duas vagas temos sempre que escolher quem vai e quem espera a "próxima viagem".
Na manhã da última segunda-feira (30), representantes da prefeitura e da associação comercial da cidade estiveram na Santa Casa e se comprometeram a doar o valor.
Aumento de Covid em Crianças
Mesmo com a doação, a preocupação é com os casos da doença em crianças, que preocupa os pediatras, principalmente, bebês menores de 2 anos e em menores de 6 meses.
Na carta, ainda é dito que surtos e lotações em UTIs pediátricas ocorrem com frequência no outono, mas com o isolamento social do ano passado, as crianças não tiveram a oportunidade do contato e consequentemente não adquiriram os anticorpos e imunidade contra as viroses. Esse ano, o número é maior do que o esperado de doenças respiratórias infantis e ainda agravado pela Covid-19.