Animal, um macho juvenil, foi encontrado debilitado e resgatado pelo Ibama no Rio Mearim, em Arari, a 160 km de distância de São Luís do Maranhão (MA), no dia 7 de setembro
Da redação
Publicado em 14/09/2021, às 10h00 - Atualizado às 12h52
Um lobo-marinho da espécie (Arctocephalus tropicalis) chegou à Ubatuba, na noite de sábado (11) e ficará sob cuidados da equipe do Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Marinhos (Creta) do Instituto Argonauta.
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O animal, um macho juvenil, foi encontrado debilitado e resgatado pelo Ibama no Rio Mearim, em Arari, a 160 km de distância de São Luís do Maranhão (MA), no dia 7 de setembro.
O Instituto Mares recebeu o chamado da comunidade, comunicou a rede de encalhes e, em seguida, o Cetas do Ibama de São Luis, e pediu apoio aos parceiros para que a logística de resgate fosse realizada o mais rápido e da melhor forma possível pelo bem do animal, o que foi prontamente atendido pela equipe da Mineral Engenharia.
Após receber os primeiros atendimentos veterinários, a equipe do Cetas concordou que seria mais adequado transferir o lobo-marinho para receber os cuidados no Argonauta, que conta com equipe especializada no atendimento à fauna marinha, e por se tratar de uma espécie mais comum durante o inverno ao sul do litoral brasileiro. O caso foi acompanhado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio).
"O animal está estável, porém serão necessários novos exames para avaliar sua condição de saúde”, afirma Fabíola Santana, veterinária do Argonauta.
É a segunda vez que um lobo-marinho da espécie é encontrado no Maranhão. No ano passado, o Instituto Amares a Mineral Engenharia e Meio Ambiente e o Instituto Argonauta também foram acionados para atender o animal, que morreu antes de ser transferido.
De acordo com o oceanógrafo Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta, trata-se de uma espécie cuja ocorrência no Maranhão ainda não havia sido registrada, o que pode ser um indício de alterações na intensidade e no padrão das correntes marítimas.
“Estes são os registros dessa espécie mais próximos do Equador que temos no Instituto Argonauta até o momento. Será preciso observar se esse fenômeno, que é pontual, poderá se repetir e virar um padrão. Os efeitos das mudanças climáticas podem estar alterando o padrão de circulação das correntes na costa do Brasil", afirma.