Jovem foi a óbito quatro dias após um acidente de moto no início do mês; fígado, pulmão, rins e pâncreas foram doados em procedimento realizado no Crei
Da redação
Publicado em 06/02/2022, às 19h42 - Atualizado às 19h53
Após um jovem de 18 anos sofrer um acidente de moto, no dia 1º de fevereiro, uma família de São Vicente, no litoral de São Paulo, recebeu a pior noticia: o motociclista não resistiu e morreu no sábado (5).
Mesmo diante da dor causada pela perda do ente querido, a família surpreendeu ao prestar um gesto de amor ao próximo e decidiu doar os órgãos do jovem que sofreu um Traumatismo Cranioencefálico (TCE).
A equipe do Crei acolheu a família da vítima e questionou, inicialmente, sobre a possibilidade de doação dos órgãos. Os familiares sinalizaram positivamente e a Organização da Procura de Órgãos (OPO) foi acionada.
Com isso, foi feita uma observação técnica dos profissionais, para avaliar quais órgãos poderiam ser doados. Foi concluído que seria possível a doação do fígado, pulmão, pâncreas e rins.
Segundo a prefeitura de São Vicente, os órgãos saíram do Hospital Municipal e seguiram para um hospital de transplante, em São Paulo.
A doação de órgãos ou de tecidos é um ato pelo qual manifestamos a vontade de doar uma ou mais partes do nosso corpo para ajudar no tratamento de outras pessoas.
A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). A doação de órgãos como o rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida.
Para a doação de órgãos de pessoas falecidas, somente após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica. Tipicamente, são pessoas que sofreram um acidente que provocou traumatismo craniano (acidente com carro, moto, quedas etc.) ou sofreram acidente vascular cerebral (derrame) e evoluíram para morte encefálica.
Se você quiser se tornar um doador, a atitude mais importante é informar esse desejo a seus familiares uma vez que, após sua morte, eles decidirão sobre a doação.
Um dos membros da família pode manifestar o desejo de doar os órgãos e tecidos ao médico que atendeu o paciente ou à comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos do hospital.
Pode também entrar em contato com a Central de Transplantes, que tomará as providências necessárias.
A cirurgia para retirada dos órgãos é como qualquer outra, e todos os cuidados de reconstituição do corpo são obrigatórios pela Lei n° 9.434/1997.
Após a retirada dos órgãos, o corpo fica como antes, sem qualquer deformidade. Não há necessidade de sepultamentos especiais. O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.