Caminhão despeja dejetos em terrenos públicos, contaminando o solo. “Isso é um crime”, disse o vereador Wagner Teixeira
Da redação
Publicado em 23/06/2021, às 17h11 - Atualizado às 17h19
O vereador de São Sebastião, no Litoral Norte de SP, Wagner Teixeira, usou a tribuna na sessão desta terça-feira (22) para denunciar um crime ambiental, segundo ele, cometido por uma empresa contratada pela prefeitura.
De acordo com o parlamentar – que mostrou alguns vídeos durante o pronunciamento – um caminhão hidrovácuo, da empresa Unyduy, retira dejetos de valas, galerias pluviais e até fossas de diversos locais do município e despeja o material em áreas da prefeitura na costa norte (local conhecido como Bota-fora) e na costa sul (local conhecido como Sitio Velho, no bairro Barra do Una).
Ao portal Costa Norte, Wagner Teixeira afirmou que o caso é um crime ambiental. “Isso é crime. É um absurdo a prefeitura pagar uma empresa para poluir o município. A Cetesb poderia fazer uma análise para comprar a contaminação do solo. Há informações de despejo de lixo hospitalar nestes locais. E o pior: pessoas frequentam estes terrenos. Muitos que não tem condições financeiras, vão até esses locais para procurar algo. Queremos providências urgente”, disse Teixeira.
O vereador vai denunciar ao Ministério Público, Polícia Federal e Polícia Civil.
O caminhão hidrovácuo é um dos veículos da empresa Unyduy alugados pela prefeitura. O custo dele é de R$ 273 por hora de serviço. Em 2021, a prefeitura reservou R$ 764 mil para pagamentos da locação deste caminhão.
Uma das exigências, previstas no edital de licitação, é que a contratada teria que “se responsabilizar pelas eventuais autorizações ou despesas necessárias para o descarte do material em local próprio e devidamente licenciado”.
Ainda segundo o parlamentar, o descarte correto dos materiais recolhidos seria por meio das bases da Sabesp no município.
“A prefeitura tem que romper imediatamente este contrato. Vou questionar a Sabesp para saber se há entrada desses caminhões para jogar esses dejetos nas bases”, concluiu.
Outro lado
O portal Costa Norte questionou a prefeitura de São Sebastião e a empresa Unyduy sobre as denúncias, mas até o fechamento desta reportagem, às 17h, não obtivemos respostas.