Boletim divulgado semanalmente pela Cetesb atualiza condições microbiológicas de 30 pontos de monitoramento no município
Patrícia Oliveira
Publicado em 24/09/2026, às 14h30
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou, nesta quinta-feira (24), o novo boletim semanal de balneabilidade que monitora a qualidade das águas no litoral norte paulista.
Dos 30 pontos analisados na orla de São Sebastião, 20 estão classificados como próprios para o banho de mar, garantindo boas opções de lazer para turistas e moradores no trecho continental do município.
A maior parte das praias próprias concentra-se na costa sul, região que atrai o maior fluxo de visitantes aos finais de semana. Destinos consagrados como Maresias, Juquehy, Camburi, Camburizinho, Praia da Baleia, Barra do Una, Paúba e Boiçucanga apresentaram níveis de qualidade da água dentro dos padrões de segurança sanitária fixados pelos órgãos ambientais.
Em contrapartida, dez trechos do litoral sebastianense foram sinalizados com bandeira vermelha por excesso de contaminação microbiológica. A faixa crítica afeta principalmente praias localizadas na Região Central e no canal de São Sebastião, como Arrastão, Pontal da Cruz, Deserta, Porto Grande, Prainha e São Francisco, além de pontos específicos no extremo sul, a exemplo de dois trechos na praia de Boraceia e na faixa da praia de Toque-Toque Pequeno.
Para facilitar a consulta dos frequentadores antes de entrar na água, a distribuição da balneabilidade ao longo dos 30 pontos de monitoramento de São Sebastião está organizada da seguinte forma:
Praias próprias para banho (bandeira verde):
Praias impróprias para banho (bandeira vermelha):
Mesmo nos locais que ostentam a bandeira verde de liberação, especialistas em saúde pública e técnicos da Cetesb fazem um alerta preventivo importante: é recomendável evitar o banho de mar nas primeiras 24 horas após a ocorrência de tempestades ou chuvas intensas.
O volume de água que escorre pelas ruas durante as enxurradas carrega para o oceano uma carga pesada de resíduos urbanos, folhagens, dejetos animais e esgoto clandestino eventualmente retido em galerias de águas pluviais. Esse aporte repentino de poluentes compromete a qualidade da água momentaneamente e eleva o risco de transmissão de doenças.
O contato com águas contaminadas ou a sua ingestão acidental pode causar quadros sérios de gastroenterite e infecções dermatológicas, além de complicações nos olhos, ouvidos, nariz e garganta. Crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico fragilizado compõem o grupo de maior vulnerabilidade a essas infecções.
A classificação de balneabilidade das praias paulistas é estabelecida por meio da coleta semanal de amostras de água do mar, processadas em laboratórios especializados. A análise mede prioritariamente a concentração de enterococos, bactérias habitualmente presentes no trato digestivo de humanos e animais, cuja densidade serve como indicador universal de poluição fecal.
Além da contagem bacteriológica, o monitoramento visual das equipes de campo observa a presença de manchas de óleo, proliferação excessiva de algas tóxicas, descarte de resíduos sólidos e outros fatores que possam colocar em risco a integridade física dos banhistas. O histórico acumulado ao longo de 52 semanas permite ainda categorizar as praias em uma escala permanente de qualidade que varia entre ótima, boa, regular e má.