Sabesp suspende obra de saneamento básico na praia de Maresias

Costa Norte
Publicado em 09/05/2015, às 09h46 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h35

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Maresias recebe aproximadamente 320 mil estadias de turistas por ano, segundo Associação de Pousadas e Hotéis de Maresias

A obra do sistema de esgotamento sanitário na praia de Maresias, prevista para iniciar no segundo semestre deste ano, foi suspensa pela Sabesp. O cancelamento, conforme informado pela companhia em reunião com o prefeito Ernane Primazzi, foi motivado pela falta de verbas disponíveis no governo do estado, para o empreendimento, já que a prioridade atual é o fornecimento de água. O prefeito declarou que deve reavaliar a possibilidade de assinar ou não o contrato de concessão com a Sabesp. Procurada pela reportagem, a companhia informou que não se pronunciará sobre o assunto.

O saneamento básico em Maresias é um problema antigo e vem prejudicando os moradores, os turistas, o meio ambiente e também a economia local. Por isso, o objetivo da obra é a construção de uma estação de tratamento de esgoto (ETE) dimensionada para realizar a coleta e tratamento de 245 mil litros de esgoto por hora, nove estações elevatórias e 30 quilômetros de rede. O custo estimado do investimento é de R$ 21 milhões.

A praia é considerada uma das mais badaladas do país e conta com aproximadamente oito mil moradores. Além disso, de acordo com dados da Associação de Pousadas e Hotéis de Maresias (APHM), individualmente, Maresias recebe aproximadamente 320 mil estadias de turistas por ano. Esse registro não contabiliza casas alugadas.



Segundo o prefeito, “não podemos admitir tal postura, uma vez que todas as negociações com a concessionária estabeleciam melhorias em todo o município, inclusive em Maresias, que hoje recebe grande parte dos nossos turistas, gerando emprego e renda para os moradores do bairro e para o município como um todo”.

Ernane Primazzi ressalta que a preocupação com o início das obras também se relaciona com a saúde pública: “Pesquisas apontam que a cada um real investido em esgotamento sanitário, quatro são economizados na saúde”. A prefeitura pretende agendar uma nova reunião, desta vez, também com o governo do estado, para que o investimento não seja realmente cortado.