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Três anos após matar estudante em Santos, segurança é encontrado morto onde se escondia da polícia

Advogado do acusado alega que ainda pedirá para a Justiça uma sentença extinguindo a culpabilidade do falecido

Da redação
Publicado em 05/11/2021, às 08h59 - Atualizado às 09h31

Segurança foragido após matar jovem em casa noturna de Santos é encontrado morto - Divulgação/Polícia Civil


Após passar mais de três anos foragido da polícia, o chefe de segurança acusado pelo homicídio de um jovem estudante em Santos (SP), foi encontrado morto na cidade onde se escondia das autoridades, no interior de São Paulo.

A certidão de óbito foi acrescentada ao processo do indiciado, Anderson Luiz Pereira Brito, de 50 anos, no dia 29 de outubro. De acordo com o documento, o homem faleceu na cidade de Itapetininga, de causas naturais, caracterizadas como ‘morte súbita’.

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O homem respondia pelo crime de homicídio contra Lucas Martins de Paula, de 21 anos. Outros três réus também respondem pela morte da vítima: Vitor Alves Karam, dono do Baccará Backstage, estabelecimento onde Lucas foi gravemente agredido; o principal agressor, Thiago Ozarias; e um outro segurança, Sammy Barreto Callender, todos já em carceragem.

O agressor encontrado morto foi sepultado no Cemitério São João Batista, na mesma cidade. O advogado de defesa do segurança, Eduardo Dias Durante, juntou o documento de óbito do cliente nos processos da Justiça e pediu sentença extinguindo a punição do falecido.



"Ele não participou de nenhum ato que causasse a morte do rapaz. Ele sempre teve a sua convincência de que seria feita a justiça e que seria absolvido nesse processo". afirmou o advogado

"Quando esse processo for pautado pelo juiz, nós vamos trabalhar na assistência de acusação e vamos lutar pela condenação dos três que estão presos. Vamos lutar até o fim, junto com o Ministério Público para conseguir a condenação deles com a pena máxima", revela o defensor da família de Lucas, Armando de Mattos.

O estabelecimento onde ocorreu o crime foi obrigado a encerrar as atividades quatro dias após as agressões. "O estabelecimento teve o alvará de funcionamento negado, em virtude de suas instalações descumprirem a legislação municipal", informou o município em nota.