Implementação do projeto de Reforço Estrutural de Suprimentos de Gás da Baixada Santista ganha apelido de "navio bomba".
Da redação
Publicado em 17/02/2021, às 16h47 - Atualizado às 16h58
Implementação do projeto de Reforço Estrutural de Suprimentos de Gás da Baixada Santista ganha apelido de "navio bomba".
O especialista, Castelo Branco, doutorando no Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Saúde Socioambiental da mesma instituição, revela que existem três grandes problemas neste projeto.
Ele fere os protocolos internacionais assinados pelo País, a tecnologia de vaporização traz inúmeros riscos ao estuário, e por fim, o risco de causar um grave acidente na região. “Esse navio tem uma potência em TNT equivalente a 55 bombas de Hiroshima, ou seja, 825 quilotons. Para ser mais objetivo, uma potência 824 vezes maior que a de Beirute.” Revela o especialista.
Uma petição está sendo movida por diversas organizações, contra o navio bomba.
De acordo com Castelo Branco, se ocorrer um super-ampliado acidente na cidade de Santos, toda a cidade seria devastada, com milhares de mortes. Em comparação com a catástrofe de Beirute em 04 de agosto de 2020, em Santos a situação seria 824 vezes maior.
"A solução é apresentar o balanço que garanta o cumprimento do acordo de Paris, alterar o projeto de vaporização, levar esse navio-bomba e seus gasodutos para longe de operações portuárias e de populações urbanas para além de 10 quilômetros." Conta o doutor.