Ondas chegaram a quase 4 metros de altura; força da maré provocou queda de muretas, abatimentos em calçadas, tombamento de lixeiras e de bancos públicos
Redação
Publicado em 30/07/2025, às 14h04
A intensa ressaca marítima causada pela passagem de um ciclone extratropical em alto-mar causou destruição na orla de Santos nesta terça-feira (29). Equipes e maquinários pesados foram mobilizados pela prefeitura desde as primeiras horas da quarta-feira (30), para limpeza local. A cidade ainda permanece em estado de alerta devido ao mar revolto.
As ondas chegaram a quase quatro metros de altura. De acordo com a administração municipal, os trabalhos seguem para normalizar a situação, que deixou um rastro de areia, entulho e vegetação arrancada em trechos da praia e do calçadão.
A Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref) e a Terra Santos iniciaram o reparo emergencial com tratores, pás mecânicas e caminhões, para remover o material acumulado e liberar a faixa de areia e vias afetadas. A operação deve continuar até que todo o trecho impactado esteja seguro para pedestres e veículos.
Os maiores prejuízos foram registrados entre os canais 4 e 6. A força da maré provocou queda de muretas, abatimentos em calçadas, tombamento de lixeiras e de bancos públicos. As frentes de zeladoria estão concentradas nos canais 4 e 5, além da região da Ponta da Praia.
A operação de limpeza urbana realizada em diferentes regiões de Santos conta com força-tarefa composta por 16 fiscais, 192 ajudantes, 16 caminhões basculantes e uma pá carregadeira. Além desses 208 funcionários da Terra Santos, cerca de 120 profissionais da Sepref integram a força-tarefa. A previsão é que os trabalhos completos de recuperação durem até um mês.
Segundo a Defesa Civil de Santos, apesar do impacto visual e do acúmulo de lixo, não houve registro de feridos ou de grandes danos estruturais. A maré deve continuar alta até a noite desta quarta-feira. A recomendação é evitar as áreas próximas ao mar até a normalização da situação.
De acordo com o Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (NPH-Unisanta), o estado de alerta se mantém em Santos devido à previsão de ondas acima de três metros até a madrugada de quinta-feira (31). Na região do interior do estuário, o nível do mar deve permanecer abaixo de 1,8 metro, o que indica baixa probabilidade de inundação nos próximos dias.
Se as previsões se confirmarem, os impactos nas estruturas urbanas devem diminuir gradativamente até sexta-feira (1º). Conforme indicavam as previsões dos modelos numéricos do NPH-Unisanta, o mar ficou agitado na baía de Santos e nas demais cidades da Baixada Santista, com ondas do quadrante sul que chegaram a 3,98m, às 18h30 de terça-feira.
A maré registrou 1,34m, às 7h40, na Praticagem do Porto de Santos e no interior do estuário; na Ilha Barnabé, 1,65m. As máximas de maré e preamar (maré alta) foram 1,84m e 2,10m, às 5h desta quarta-feira. O último registro de altura de ondas foi de 3,07m, às 7h30 desta quarta-feira, na ilha das Palmas. A velocidade máxima de vento foi de 81,69km/h, às 4h30 desta quarta.
A Defesa Civil de Santos apura estragos nas estruturas da orla (muretas, calçadas, bancos e demais equipamentos urbanos). Foram identificados danos nas calçadas na altura da rua Oswaldo Cochrane (Embaré); na avenida Bartholomeu de Gusmão, próximo ao número 57; em frente ao número 74 (Aparecida); na altura da Fonte do Sapo; Centro Paula Souza e rua Januário dos Santos. O Deck do Pescador também teve danos superficiais.
A CET-Santos atua com 60 agentes, além de chefias, em operação nos desvios e rotas alternativas na manhã desta quarta-feira. Com o recuo da água do mar, o desvio dos veículos e linhas de ônibus, que vinha sendo feito na avenida Anna Costa (sentido José Menino/Ponta da Praia), passou a ser feito na rua Oswaldo Cruz. O retorno da pista, neste sentido, está liberado após o Aquário Municipal.
A rota alternativa é a avenida Epitácio Pessoa ou seguir até a avenida Francisco Glicério e avenida Afonso Pena com destino à Ponta da Praia.
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