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Idoso espanca porteiro em Santos (SP)

Porteiro estava à caminho da igreja quando foi severamente espancando por idoso com a ajuda do filho

Da redação
Publicado em 19/04/2021, às 11h01 - Atualizado às 11h40

Porteiro ia para igreja quando foi severamente agredido por idoso e filho, Idoso espanca porteiro covardemente em Santos (SP) - Imagem: Reprodução / Marcelo Ricky Oficial Instagram


Um idoso espancou um porteiro de anos 46 na manhã deste domingo (18) em Santos, no litoral de São Paulo. Momentos antes da agressão, o porteiro Anderson Clayton da Silva de Jesus, à caminho do primeiro culto do dia numa igreja evangélica, havia passado pelo idoso de cerca de 60 anos que, na companhia de uma mulher, questionou o que o porteiro estava olhando. O porteiro não deu atenção e seguiu só, a caminho da igreja. Instantes depois, ele foi espancado pelo idoso em cumplicidade com outro homem, que seria o próprio filho do idoso.

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Os detalhes da agressão, segundo a versão do porteiro, chocam pela gratuidade e injustificação da violência. Após a agressão, o rosto do porteiro ficou severamente machucado.



Anderson ainda tenta entender o que aconteceu. “Eu não entendi o motivo. Até agora estou tentando entender [o] porquê. Não tinha motivo para aquilo”, declarou, estupefato, o porteiro Anderson Clayton da Silva de Jesus, em entrevista ao Portal Costa Norte, na manhã desta segunda-feira (19).

As Agressões

Por volta das 6h30 da manhã deste domingo, Anderson ia para o primeiro culto do dia numa igreja evangélica no bairro Rádio Clube, onde mora. “Eram 6h30 da manhã, eu ia para a primeira reunião das 7h. Trabalho à noite e vou à igreja pela manhã”, relembrou Anderson, que ia, como de costume, sozinho para a manifestação religiosa.



No caminho da igreja, conhecido pelo porteiro, ele passou por um idoso, que estava acompanhado por uma mulher. O idoso questionou porque o porteiro o estava olhando. “Ele me perguntou porque eu estava olhando para ele, eu falei ‘mas é o senhor que tá me olhando"’, recorda-se Anderson de Jesus.

Após a breve interlocução, Anderson continuou a caminho da igreja e o idoso resmungou algo inaudível para a mulher que o acompanhava enquanto ia embora.

“Não teve palavra a mais, nem minha e nem dele. Não houve discussão, eu segui meu rumo para ir na igreja, ele seguiu o dele”, relembra o porteiro. Naquela altura, mal ele sabia que, em poucos instantes, seria espancado. As memórias do espancamento chocam pela violência gratuita dos agressores.



Anderson esclareceu que, apesar de às vezes fazer o mesmo caminho até três vezes no dia para ir à igreja e ao trabalho, nunca havia visto o idoso. “Não conheço, nunca tinha visto”.

Cerca de cinco minutos após o estranho encontro com o idoso, um carro parou ao lado de Anderson. Do veículo, saíram o próprio idoso e seu filho. “Eu andei uns 200 metros, já parou um carro atrás de mim, ele e o filho dele - eu sei que é o filho porque depois do acontecido eu escutei ele falando ‘pai, entra no carro’ e saíram'”, relembra Anderson, ainda com dificuldades para falar, em consequência dos ferimentos no rosto.

A partir da abordagem do porteiro pelos dois homens, o que se deu é inacreditável e bestial.



Violência Gratuita

Com o galo cantando, às 6h30 da manhã, pouca gente transitava na rua. O idoso e o filho cercaram o porteiro, que ia só, fazer seus louvores, e iniciaram um espetáculo sádico de espancamento.  

O idoso, aparentemente com mais de 60 anos, foi o primeiro a agredir Anderson, seguido pelo filho. “O mais velho já me deu um soco. O filho, em seguida, também já me deu outro soco. E depois foi aquela porção de soco. Eu fiquei colocando os braços no rosto pra me defender”, recorda-se Anderson.



Após diversos socos, no rosto e no tórax, em desvantagem numérica e abordado de forma sorrateira, o porteiro foi segurado por trás pelo idoso, tendo seus braços imobilizados, enquanto o filho do idoso espancava Anderson pela frente.

Com a violência dos golpes, imobilizado por trás pelo idoso, que lhe aplicava uma espécie de chave de braço, Anderson desabou no chão. “Aí eu caí, e o velho caiu comigo. O velho caiu por baixo e eu por cima com o velho deitado de peito pro alto, me segurando”, rememora Anderson. “Aí, o velho, ao cair por baixo, me ‘abraçou’. Nisso que ele me abraçou, veio o filho e só me dava soco de cima para baixo, no rosto. Sendo segurado, eu não tinha direito à defesa nenhuma”, lamenta o porteiro. As imagens do rosto de Anderson após o espancamento falam por si só.

Mesmo espancado quando ia exercer sua fé, Anderson acredita que a mão divina o salvou. Sendo massacrado, imobilizado pelo idoso brigão, e socado sem piedade pelo filho,  sem mão amiga para lhe acudir, ele acredita que Deus interviu.



“Foi Deus que me deu um livramento ali, porque se ele desse mais cinco minutos de espancamento do jeito que ele me deu ali, ele teria me matado ali mesmo”.

Após o espancamento, Anderson foi até a UPA Noroeste, no Bairro Areia Branca, e passou por atendimento médico. Ele terá de tomar remédios para tratar os ferimentos. Ele também fez um Raio X e não houve fratura. O porteiro abriu um Boletim de Ocorrência e vai realizar exame de corpo de delito.