Quilombo do Jabaquara, pelo qual passaram estimadas 10 mil pessoas, ficava no sopé do morro do São Bento; Santos também teve outros dois quilombos
Redação
Publicado em 13/05/2024, às 14h11 - Atualizado às 14h31
Neste 13 de maio completam-se 136 anos da Abolição da Escravatura, que deu fim a mais de 300 anos de escravidão no Brasil. E a cidade de Santos, além de grande representatividade na luta abolicionista, já teve o segundo maior quilombo do Brasil. Naquela época, por volta de 1888, parte expressiva da sociedade santista era composta por abolicionistas, e a cidade abrigava escravos fugitivos, inclusive de outros estados. Segundo a Fundação Arquivo e Memória de Santos, a cidade chegou a financiar quilombos, que eram espaços de resistência contra a escravidão e de preservação da cultura afro-brasileira.
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O Quilombo do Jabaquara, que ficava no sopé do morro do São Bento, chegou a ser o segundo maior do Brasil, depois do Quilombo dos Palmares, em Alagoas, que chegou a registrar a passagem de por volta de 20 mil pessoas. Mais de 10 mil pessoas passaram pelo Quilombo do Jabaquara, e seu líder era Quintino de Lacerda, um ex-escravo, major da Guarda Nacional e primeiro vereador negro eleito em Santos, em 1895.
Mas não era apenas esse quilombo que existia em Santos. Havia também os quilombos do Pai Felipe, no sopé do Monte Serrat (onde hoje se encontra a CET-Santos) e o Santos Garrafão, no Centro histórico, entre as atuais praça da República e praça Antônio Teles. Ainda de acordo com a Fundação Arquivo e Memória de Santos, Pai Felipe veio do Quilombo do Jabaquara e criou seu próprio reduto, cujos batuques podiam ser ouvidos de longe. Ele era conhecido como o Rei Batuqueiro e tem o crédito de ter iniciado o Carnaval de rua na região.
Já o quilombo Santos Garrafão pertencia ao comerciante branco e abolicionista José Theodoro Santos Pereira, que era amigo de Quintino de Lacerda. O apelido de Santos Pereira era Santos Garrafão, por ter baixa estatura e estar acima do peso. Ele era casado com a ex-escrava Brandina, dona de uma pensão na rua Setentrional, ao lado do atual prédio da Alfândega.
Com informações de Fundação Arquivo e Memória de Santos e prefeitura de Santos
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