Mobilizações reuniram moradores e visitantes em prol da doação de órgãos, valorização da comunidade surda e direitos das pessoas com deficiência
Redação
Publicado em 27/09/2026, às 11h13
A orla de Santos foi palco, no sábado (26), de diferentes mobilizações que levaram às ruas mensagens de conscientização, inclusão, respeito e cuidado. Caminhadas e atividades gratuitas reuniram moradores e visitantes em torno de temas essenciais para o cotidiano da sociedade, como a importância da doação de órgãos, a valorização da comunidade surda e a inclusão das pessoas com deficiência.
Entre as ações, a Caminhada Setembro Verde, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde por meio da Seção de Captação de Órgãos e Tecidos (Secapt), mobilizou participantes na Praça do Aquário, na Ponta da Praia, em direção ao Canal 6. A iniciativa buscou sensibilizar a população sobre a relevância de ser um doador.
A caminhada contou com relatos emocionantes de quem viveu essa realidade de perto. Transplantada renal, Olga Schekiera, de 56 anos, participou do evento ao lado da irmã, Sônia Schekiera, de 64 anos, que há 37 anos lhe doou o primeiro rim.
Hoje, milhares de pessoas aguardam por um órgão para transplante. Por isso, precisamos levar essa conscientização para todos os lugares e durante todo o ano. A nossa história mostra que, graças a um ‘sim’, podemos continuar a nossa vida", destacou Olga.
Também durante a manhã, a Praça das Bandeiras, no Gonzaga, serviu de ponto de concentração para a 2ª Caminhada do Dia Nacional da Pessoa Surda. Integrando a programação do Setembro Azul, o ato seguiu em direção à Concha Acústica para chamar a atenção da sociedade para os direitos e a visibilidade da comunidade surda.
A presidente da Congregação Santista de Surdos, Vera Elaine, ressaltou que a caminhada é uma oportunidade ímpar para ampliar o conhecimento sobre as diferentes realidades:
Ainda falta muita coisa a ser feita, mas é importante incentivar a sociedade e ampliar os estudos e o conhecimento sobre as deficiências", pontuou, com o suporte de tradução em Libras.
A Concha Acústica (Canal 3) também abrigou o Festival Artístico Inclusivo 2026, evento gratuito voltado à acessibilidade e à cultura de paz. A programação incluiu a entrega simbólica de mil tsurus (tradicionais origamis japoneses de tsurus), que serão encaminhados ao Museu da Paz de Nagasaki, no Japão.
Andrea Santos, de 50 anos, é mãe de Adailton dos Santos, de 34 anos, que tem paralisia cerebral, e mesmo assim pratica capoeira, joga videogame e escreve usando os pés. Andrea destacou a importância da convivência para quebrar barreiras:
É uma data importante para lembrar que existimos, para a população nos ver, ter mais empatia e respeito. A inclusão é isso, um aprendendo com o outro".
Para encerrar as atividades do dia, a Praça das Bandeiras sediou a 7ª Feira da Saúde Unisanta. Realizada em parceria com a Prefeitura, a iniciativa ofereceu gratuitamente diversos serviços de orientação e atendimento de saúde à população que circulava pela orla.