Cães farejadores encontram 405 kg de cocaína no Porto de Santos

Droga estava escondida em contêiner com 25 toneladas de açúcar com destino à França. Apreensão se deu em operação conjunta da Polícia Federal e Receita Federal com apoio de dois cães farejadores

Da redação
Publicado em 08/08/2023, às 10h29 - Atualizado às 10h54

Dois cães de faro, incluindo cadela novata, ajudaram a encontrar a carga de droga Vídeo: cães farejadores encontram 405 kg de cocaína no Porto de Santos Cães farejadores ao lado de diversos pacotes de droga - Imagem: Divulgação / Receita Federal


Ontem (7), uma carga de 405 kg de cocaína foi encontrada em um contêiner no Porto de Santos durante uma operação da Polícia Federal e da Receita Federal. Um vídeo obtido pelo Portal Costa Norte mostra o momento em que um dos cães identifica a presença da droga em um contêiner com 25 toneladas de açúcar (assista abaixo). Ninguém foi preso.

Segundo informações da Receita, a carga de açúcar seria exportada para a França, mas seria descarregada no porto de Antuérpia na Bélgica. O contêiner, disse o órgão, foi escolhido para inspeção por equipes da gestão de riscos.

A inspeção foi a primeira em campo da cadela farejadora Kaoma, uma pastora alemã que chegou à alfândega há cerca de dois meses. Antes, o animal havia feito indicações positivas de droga em treinamentos e simulações. Além dela, apoiou a operação o pastor belga Uruk que já atua na aduana de Santos há alguns anos.



A Receita Federal explicou que após as indicações de faro os sacos de açúcar foram removidos do contêiner. A inspeção prosseguiu até a identificação de 25 sacos em embalagens diferentes dos demais e sem a marca do fabricante da carga legal.

A técnica, esclareceu o Fisco, conhecida como rip-off modality, consiste na inserção da droga no meio de uma carga regular sem o conhecimento dos exportadores e importadores. O emprego da técnica dificulta a gestão de risco aduaneiro.

A carga de cocaína foi interceptada pela Alfândega e entregue à Polícia Federal, que acompanhou a operação e dará continuidade às investigações. 



Veja também: Santos está em estado de alerta devido à ressaca marítima