Hospital veterinário do Orquidário Municipal também cuida da saúde de cerca de 450 animais que vivem no parque
Da redação
Publicado em 19/03/2022, às 11h10 - Atualizado às 12h13
Uma fêmea adulta de bicho-preguiça encontrada na região dos Morros de Santos (SP) foi levada ao Parque do Orquidário Municipal (José Menino), na tarde da última quinta-feira (17), com infestação de carrapatos.
“O animal, assim como todas as espécies silvestres que chegam ao parque, passou por exames, tratamento e agora segue em observação”, afirmou a gestão municipal.
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Por mês, diz o órgão, o hospital veterinário associado ao parque atende cerca de 15 novos pacientes, contribuindo para a recuperação e reintegração à natureza.
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No caso do bicho-preguiça, por ser uma infestação sem muitas complicações, a expectativa de soltura é de uma semana. Mas, em alguns casos, os animais chegam a ficar internados por alguns meses ou, se não estiverem mais aptos ao meio ambiente, são integrados ao plantel do Orquidário ou de outras unidades que abriguem essas espécies.
Além de ter sido medicada com antiparasitário, o bicho-preguiça segue sob acompanhamento periódico dos profissionais do parque, que checam se os carrapatos estão caindo, a necessidade de mais remédios e a alimentação.
“Nós o estamos alimentando com folha de embaúba, mas quando o animal chega estressado, não come muito bem”, explica o médico veterinário José Heitzmant Fontenelle, que trabalha no Orquidário. No local, também são feitos exames, cirurgias, necropsias e outros procedimentos. A maior parte dos animais atendidos são aves que vivem na cidade, como bem-te-vis, sanhaços, andorinhas, entre outras espécies.
O veterinário explica que esses pássaros frequentemente batem em vidros, carros e outros obstáculos na hora do voo, além de terem seus ninhos derrubados pelas ventanias. “Quando chegam aqui ainda filhotes, precisamos cuidar deles por um tempo maior, até emplumarem e aprenderem a voar”, afirma Fontenelle.
Segundo o profissional, os animais chegam pelas mãos da Polícia Ambiental, Guarda Civil Metropolitana, entre outros órgãos que realizam o resgate de animais silvestres. “Não é aconselhável que munícipes toquem nesse tipo de animal. Precisa acionar um órgão competente, que saiba como manuseá-los, para evitar que tanto o munícipe quanto o animal se machuquem”.
Além do atendimento aos animais de soltura imediata, como são chamados aqueles que são cuidados e soltos novamente na natureza, o hospital veterinário do Orquidário também cuida da saúde dos cerca de 450 animais que vivem no parque, sejam soltos ou abrigados em recintos visitáveis pelo público.
São procedimentos de medicina preventiva e atendimentos a problemas que possam surgir ao longo do tempo, como traumas provenientes de quedas e brigas ou parasitoses, situações comuns em zoológicos e demais unidades que abrigam animais.