Santos cria plano para ocorrências de ressaca e inundação

Costa Norte
Publicado em 08/07/2017, às 11h21 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h03

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Entre as medidas está o monitoramento das condições climáticas, para prevenir ocorrências

Para minimizar impactos relacionados à elevação da maré ou provocados pela colisão da água marinha com a região costeira da cidade de Santos, foi instituído na sexta-feira, 7, por meio do Decreto 7.804, o Plano Municipal de Contingência para Ressacas e Inundações, que será coordenado pela Defesa Civil, departamento da Secretaria de Segurança (Seseg).

Entre as medidas de prevenção está o monitoramento das condições climáticas, da altura das ondas e da oscilação do nível do mar. Este trabalho já ocorre em parceria com o Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (Unisanta) e órgãos oficiais, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Marinha do Brasil, que fornecem previsões.

Coordenador da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias, aponta a Zona Noroeste como mais  suscetível a alagamentos e o bairro da Ponta da Praia como vulnerável a ressacas por não conter faixa de areia. “Isso nos permite uma resposta rápida para emitir alertas. É importante que as pessoas não sejam surpreendidas, principalmente as que residem em área de alagamento ou têm garagem abaixo do nível do mar”, alertou.



Em situações de risco, a prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), utiliza meios como internet, TV e rádio para orientar a população. Ainda assim, em casos de emergência, são disparados avisos por SMS (mensagens de celular) para telefones cadastrados – a maioria, pela Secretaria de Saúde. “Na última vez em que houve necessidade, enviamos 44 mil alertas”, relata Onias. Munícipes podem se cadastrar pelo e-mail: defesacivil@santos.sp.gov.br .

Para Onias, o decreto além de colocar no papel procedimentos que já são realizados, é importante por especificar a função de cada órgão em ocorrências de ressaca ou enchente. “Muitas vezes, depois do ocorrido, há necessidade de reparo em estruturas, limpeza, desassoreamento e drenagem. E, quando tem desabrigados, são requisitados serviços sociais”.

O plano inclui 13 secretarias municipais, gabinete do prefeito, Fundo Social de Solidariedade, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Coordenadoria Regional de Defesa Civil (Redec), Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Unisanta, Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) e Instituto Geológico de São Paulo (IG).



Foto: Reprodução/Youtube