Prefeitura propõe reajuste de 10,67% ao funcionalismo

Costa Norte
Publicado em 29/03/2016, às 10h56 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h06

- Costa Norte


*Foto: Pedro Rezende

Para o acordo coletivo 2016/2017, a prefeitura de Guarujá propôs um reajuste de 10,67% do salário-base aos cerca de 6 mil servidores municipais. Este inclui um aumento de 10,67% no auxílio-alimentação, que passa de R$ 520 para 575,00; o subsídio do plano de saúde vai de R$ 84,71 para R$ 94,00, e o auxílio para aquisição e manutenção de uniforme (AAMU), passa de R$ 130,00 para R$ 144,00.

Na segunda-feira, 21, a Comissão de Parametrização das Tabelas Remuneratórias, formada por membros do Executivo e dos sindicatos dos Funcionários Públicos da Prefeitura de Guarujá (Sindserv) e dos Professores das Escolas Públicas Municipais de Guarujá (Siproem), reuniram-se para avaliar a proposta de correção como parâmetro, do melhor salário de cada nível com base na carga horária.



Na ocasião, o grupo técnico destacou itens que ainda precisam ser ampliados ou melhorados nas categorias, conforme estudo de impacto financeiro projetado, em até três anos (2016, 2017 e 2018). Dentre os fatores citados, estão o projeto de reorganização, redução de jornada, nível de exigência de formação, cargos vagos e criados por lei, correção intraníveis, entre outros. Ainda na reunião, enfatizaram a criação, no ano passado, do grupo de trabalho para discussão das carreiras para o acordo coletivo.

A prefeita Maria Antonieta de Brito explica que o reajuste linear de 2014 beneficiou os servidores que representam as maiores categorias, e que agora é a vez daqueles que não o foram: “É preciso uma conscientização coletiva de algumas categorias, que terão de aguardar para melhorar sua condição, em função do outro”.

Segundo a presidente do Sindserv, Márcia Rute Daniel Augusto, alguns pontos ainda precisam ser avaliados. “Ainda necessitamos de correções. No entanto, temos que estudar melhor. Vamos por etapas. A meta agora é avançar nos salários”.



O secretário-geral do Sindicato, Edler Antonio da Silva, lembra que, em 2014, ocorreu a primeira correção das tabelas, dos menores salários dentro de cada nível. “Na época, foi dado aumento linear de 0,5%, mais aumento escalonado de até 44% e muitos servidores não visualizaram que aquela ação da prefeitura era a correta no momento, pois não visualizavam outras projeções. A avaliação da Comissão e do Sindicato é que foi assertiva aquela primeira correção, que preparou o terreno para essa avaliação da Comissão de Parametrização”.

Ele exemplifica que algumas categorias vão ter uma correção de 70%, em relação ao cargo mais bem remunerado dentro do seu nível de escolaridade. Agora, não.  Pois muitos cargos que hoje estão com uma discrepância, de cargo de nível superior, por exemplo, estão recebendo abaixo do de cargo de nível fundamental. Com a nova proposta da comissão, essas distorções serão corrigidas. Como próximo passo será programada a apresentação para as comissões de trabalho das secretarias que terão avanços, por meio dos sindicatos, de modo a enfatizar a conduta da pirâmide de reajuste.