Vendas de imóveis usados crescem 46% no litoral de SP

Imóveis mais vendidos em setembro nas cidades da Baixada Santista foram os de até R$ 300 mil

Da redação
Publicado em 03/11/2021, às 11h01 - Atualizado em 23/03/2022, às 11h41

Vista aérea da praia e parte da cidade de Praia Grande Vista aérea Praia Grande - Divulgação


As vendas de imóveis usados aumentaram 46,79% em setembro comparado a agosto em Santos e em outras sete cidades da Baixada Santista, segundo pesquisa feita com 91 imobiliárias e corretores pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP). As locações de imóveis residenciais também cresceram em setembro, com alta de 48,5% sobre agosto.

O crescimento das vendas se deu apesar da retração dos financiamentos bancários, cuja participação nos negócios fechados pelas imobiliárias e corretores caiu de 40,26% em agosto para 23,68% em setembro.

Já as vendas feitas com pagamento à vista ou parcelado pelos donos dos imóveis aumentaram de 59,74% em agosto para 74,56% em setembro.



Os imóveis mais vendidos em setembro nessas cidades da Baixada Santista foram os de até R$ 300 mil, com 57,9% do total, preferencialmente situados em bairros de áreas nobres (47,47%) e de padrão construtivo médio (59,77%). No mês, venderam-se mais apartamentos (53,85%) do que casas (46,15%).

“A aproximação do final do ano poderá encorpar e sustentar o crescimento das vendas dos imóveis usados e da locação residencial nos próximos meses, dado o interesse natural pelo litoral que essa época desperta”, avalia José Augusto Viana Neto, presidente do Crecisp.

No caso das vendas, ele argumenta que esse movimento pode ocorrer também por um outro motivo, além do esperado aumento do número de financiamentos.



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A pressão crescente dos custos da construção – o INCC aumentou 17,05% em 12 meses até agosto para uma inflação (IPCA) de 9,68% - e o aumento dos juros pressionam os preços dos imóveis novos e abrem uma “janela de mais oportunidades para os imóveis usados, que historicamente têm preços menores que os similares novos em todo tipo de cidade e região”, afirma Viana Neto.

“Pão quente” nas imobiliárias

A tendência é que cresça a procura pelos usados nos próximos meses pois, segundo Viana Neto, os incorporadores e construtores terão de repassar ao menos parte desse duplo aumento para os preços dos imóveis que lançarem para não acabarem no prejuízo.



"Especialmente nas cidades litorâneas, que atraem cada vez mais aposentados e pessoas que continuarão em home office, os imóveis usados mais baratos deverão continuar sendo o 'pão quente' das imobiliárias", avalia.

Em setembro, segundo a pesquisa CreciSP, 60% dos apartamentos vendidos em Santos e nas cidades de Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande e São Vicente têm dois dormitórios. Com um dormitório são 26,67%, e o restante ficou dividido entre os de três e de quatro dormitórios, com 6,67% cada.

A área útil da maioria (63,33%) oscila entre 51 e 100 metros quadrados, 20% medem até 50 metros quadrados e 16,67% têm metragem média entre 101 e 200 m2. Contam com uma vaga de garagem 73,33% desses apartamentos, 16,67% com duas, 3,33% com três e 6,67% não têm nenhuma vaga.



Entre as casas, as de dois dormitórios somaram 51,85% do total vendido, seguindo-se as de três dormitórios (29,63%), as de um dormitório (11,11%), as de quatro e as de cinco ou mais dormitórios (ambas com 3,7%). A área útil variou de 51 a 100 metros quadrados (44,44% do total), de 101 a 200 m2 (37,04%), até 50 m2 (11,11%) e de 201 a 300 m2 (7,41%).

As residências com uma e duas vagas de garagem têm participação idêntica nas vendas, 40,74% cada, as com três vagas somaram 11,11% e as com quatro e cinco ou mais vagas ficaram limitadas a 3,7% do total, respectivamente.

Aluguel até R$ 1,5 mil

Com 61,23% de participação no total de contratos, os imóveis com aluguel mensal de até R$ 1.500,00 foram os preferidos dos novos inquilinos em setembro nas oito cidades da Baixada Santista pesquisadas pelo CreciSP.



As 91 imobiliárias e corretores consultados alugaram mais apartamentos (50,85%) do que casas (49,15%), sendo a maioria em bairros de periferia (44,16%) e de padrão construtivo médio (50,72%).