Doença, que antes se restringia a regiões periféricas da cidade, agora já tem casos no Canto do Forte
Da redação
Publicado em 24/05/2021, às 14h53 - Atualizado às 15h33
Um surto de escabiose (sarna humana) e outras doenças em adultos e crianças de Praia Grande tem preocupado a população. A doença, que antes se restringia a regiões periféricas da cidade, agora já tem casos no Canto do Forte, bairro nobre do município.
As primeiras denúncias sobre a doença foram feitas pela página “PG invisível”, que resolveu denunciar e expor fotos e vídeos de seres humanos com a pele totalmente ‘pipocada’ e com feridas.
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De acordo com uma das representantes da página, Patrícia Ogna Patrali, o grupo reparou que as crianças estavam com feridas desde outubro do ano passado. Porém, o quadro foi se agravando e, atualmente, há muitos casos.
Ela conta que um bebê de oito meses ficou com o corpo cheio de feridas, por causa de uma bactéria, e teve alta somente no dia 17 de maio, após ficar dias internado. “Acredito que seja a água contaminada e a falta de saneamento básico”, relatou.
Patrícia Patrali também destaca casos de furúnculo em adultos e afirma: “Não adianta arrecadar medicamentos, produtos de limpeza, kits de higiene ou comida se não há o mais importante: água limpa”. A petição online, publicada em 2 de maio, tem como título “Levem água limpa e esgoto para quem mais precisa. Mande pelo ralo a ‘Sarna Humana’” e já tem 792 assinaturas; a meta é chegar a 1000.
O intuito é que autoridades da cidade olhem para a “terceira zona” da cidade e apoiem o projeto em saneamento básico. “Pedimos que a nossa prefeitura una forças com a secretaria de infraestrutura, em conjunto com a secretaria da saúde e façam o que nós não podemos fazer. Levem a cura de doenças como essa para essas famílias. Sem água, não há vida!”, destaca o documento.
A página e seus seguidores indagam sobre uma parceria entre o governo de São Paulo, a Sabesp, Secretarias de Infraestrutura e do Meio Ambiente e a prefeitura de Praia Grande. Conforme informações, o projeto existe, mas, “só olha para um lado da praia” e “não analisa as comunidades”.
A prefeitura de Praia Grande foi procurada pelo Portal Costa Norte e até o momento não retornou. Qualquer nota oficial será acrescentada à matéria.
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