Inquilinos foram despejados por falta de pagamento e deixaram imóvel antes do prazo; entretanto, mulher encontrou outra família morando no local; novo morador afirma que comprou apartamento dos inquilinos despejados por quase R$ 200.000; proprietária denunciou todos por invasão
Da redação
Publicado em 02/10/2021, às 11h51 - Atualizado às 14h48
Uma comerciante de 34 anos afirma que foi vítima de um golpe por parte de dois inquilinos de seu apartamento em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
Segundo ela, após serem despejados por falta de pagamento, a dupla de inquilinos deixou o apartamento antes do prazo. Antes, porém, eles teriam vendido o imóvel por quase R$ 200.000 a um empresário que está morando no local. Na última quinta-feira (30), a proprietária denunciou os inquilinos e os supostos compradores no 2º DP de Praia Grande.
Em depoimento, a mulher afirma que, por volta do dia 10 de setembro, rompeu um contrato de aluguel de seu apartamento no bairro Boqueirão, firmado com uma dupla de inquilinos, de 39 e 21 anos, por falta de pagamento. Ela relata que, nas negociações de despejo, foi auxiliada por um corretor de imóveis de 34 anos, responsável pelo contrato.
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A mulher afirma que, após o rompimento do contrato, assinado pela dupla de inquilinos, eles concordaram em deixar o imóvel no prazo de 15 dias. Entretanto, antes do término do prazo, no último dia 21, a mulher afirma que descobriu um empresário de 41 anos morando no apartamento com outras duas pessoas.
Questionado pela proprietária, o empresário teria dito a ela que havia comprado o imóvel dos inquilinos, por R$ 198.000. Entretanto, a proprietária e o corretor afirmam em depoimento que o empresário não apresentou nenhum documento comprobatório da compra do imóvel.
Há pouco menos de duas semanas, no dia 22 - dia seguinte à descoberta dos novos moradores - o corretor de imóveis chamou a polícia e foi até o apartamento no Boqueirão, onde os supostos compradores estão morando.
Na ocasião, relatam a proprietária e o corretor, os supostos compradores também não apresentaram nenhum comprovante da suposta compra e teriam concordado, após diversas negociações, em deixar o imóvel no prazo de três semanas - até a segunda semana deste mês.
Mesmo assim, a proprietária registrou um boletim de ocorrência por esbulho possessório, que é invasão de imóvel alheio, em desfavor do empresário que afirma ter comprado o imóvel e dos inquilinos. O corretor de imóveis testemunhou na denúncia da proprietária. A Polícia Civil investiga o caso.
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