Prefeita Raquel Chini afirmou que o município cresce e atrai investimentos porque a administração trabalha de forma organizada
Thiago Reis Dantas
Publicado em 19/01/2023, às 09h28 - Atualizado às 10h37
Famosa pelos seus 22,5 quilômetros de belas praias que são visitadas por milhões de pessoas durante o verão, a Praia Grande também vive a expectativa de ser o município mais populoso da Baixada Santista. Atualmente, segundo dados prévios do IBGE, a cidade ultrapassou São Vicente e ocupa a segunda posição nesse quesito, perdendo apenas para Santos. Hoje, 19 de janeiro, Praia Grande completa 56 anos de emancipação político-administrativa. Para falar sobre os atuais e futuros desafios do município, entrevistamos a prefeita Raquel Chini (PSDB), que abordou temas como habitação, saúde e segurança. Confira a entrevista
Existe a expectativa de que a Praia Grande seja a cidade com a maior população do litoral de SP nos próximo anos, quais são os planos do município para cuidar desses mais de 400 mil habitantes?
Raquel: Praia Grande aguarda o resultado final do Censo Demográfico, que segue sendo realizado pelo IBGE. Conforme a prévia do instituto, com base nos dados coletados até o dia 25 de dezembro, o município tornou-se o segundo mais populoso da Baixada Santista com 344.834 habitantes. Os resultados obtidos pelo IBGE comprovam que Praia Grande continua como um dos municípios que mais crescem no Brasil. O último censo realizado em 2010 registrou que a população de Praia Grande era de aproximadamente 262 mil habitantes, portanto, com o resultado deste ano (344.834), a cidade registra um crescimento de mais de 31% em relação a 2010.
Ao longo dos últimos anos, a Prefeitura de Praia Grande tem desenvolvido, com muito planejamento, uma série de ações e ampliação de trabalhos para garantir que a prestação de serviços públicos com qualidade acompanhe esse aumento demográfico. Trabalhamos para garantir melhorias na infraestrutura dos bairros com unidades de saúde, educação, assistência social, segurança, transportes e espaços de lazer. Esse crescimento organizado atrai novos empreendimentos comerciais, o que resulta em novos postos de trabalho e fortalece o comércio, o turismo e o desenvolvimento econômico de forma geral.
No campo da saúde, o município conta com o Irmã Dulce como referência no atendimento do SUS. Há planos para ampliação do local ou a construção de um novo complexo na cidade?
Raquel: O Hospital Municipal Irmã Dulce é o único hospital 100% SUS, porta aberta (que atende demanda espontânea sem a necessidade de que o paciente passe em outra unidade de saúde antes) com mais 250 leitos em funcionamento na Baixada Santista. A Unidade atende pacientes de toda a região e conta com aparelhos modernos, de última
geração, além de corpo clínico altamente capacitado.
As obras da reforma da enfermaria do local estão avançadas. O setor está tendo toda a sua estrutura reformulada com o que existe de mais atual e moderno na área hospitalar. São novas instalações elétricas, hidráulicas, além da completa climatização de todos os ambientes. Os pisos dos quartos estão sendo substituídos por piso vinílico, o mais indicado por profissionais para o ambiente hospitalar, além de pintura, troca de revestimentos dos banheiros, novos mobiliários e iluminação. Na próxima etapa, o segundo andar do hospital e a maternidade também serão reformados.
Para ampliar ainda mais o atendimento na saúde, vamos inaugurar, no aniversário da cidade, o novo Pronto-Socorro Central. Desta forma, o atendimento de Urgência e Emergência sai do Irmã Dulce dando a possibilidade de ampliação de leitos no hospital.
O novo Pronto-Socorro Central realizará atendimentos durante todos os dias da semana, 24 horas. A unidade atenderá clínica médica, pediatria, traumatologia e ortopedia e contará com a inclusão de leitos de observação de pacientes adulto e infantil. Um dos diferenciais do Pronto-Socorro Central será a instalação de uma sala odontológica para atendimentos de urgência. O equipamento contará também com duas salas de cirurgia para procedimentos ambulatoriais para diminuir o tempo de espera para este tipo de procedimento, que normalmente depende de vagas do Governo do Estado.
Na área de habitação, a cidade tem domicílios irregulares em algumas áreas mais periféricas. O que o Poder Executivo tem feito nesse quesito?
Raquel: Regularização Fundiária quando os imóveis estão localizados em áreas com infraestrutura e possuem condições de habitabilidade. Até o momento, mais de 6.000 famílias foram atendidas e buscamos atender mais 6 mil até o final do nosso mandato. Congelamento de áreas ocupadas sem condições de moradia como áreas de preservação ambiental e áreas de risco. No caso das áreas de risco estamos implementando o Programa Habitacional Risco Zero, voltado para atender as famílias que ocupam essas áreas, sendo no primeiro momento de forma provisória pelo Bolsa Moradia Social e posteriormente através de uma unidade habitacional definitiva. As primeiras famílias já foram atendidas, deixando os riscos para trás. Desta forma, o município providenciou a demolição das construções e a retirada dos entulhos, intensificando a fiscalização no local para evitar novas ocupações.
Assim como os outros municípios da Baixada, a PG sofre com a violência urbana. O que a administração tem feito nessa área?
Raquel: Investimos maciçamente em ações de segurança que refletem diretamente na prevenção da violência urbana, como a instalação de modernos equipamentos, aumento do efetivo da Guarda Civil Municipal (GCM) e a capacitação de seus integrantes, além da gestão junto ao Governo Estadual em ações neste âmbito, como por exemplo a Operação Verão e obras em prédios públicos ocupados pelas polícias Militar e Civil.
Atualmente, a cidade conta com 3.263 câmeras de monitoramento instaladas em ruas e avenidas; viadutos; prédios públicos, como escolas, unidades de saúde e sociais; em locais com equipamentos esportivos; na orla e em áreas ambientais. Para se ter uma ideia, no final de 2021
eram 3.092 câmeras e agora são essas 3.263. Entre estes equipamentos, 154 são do tipo Domo (com giro de 360º e zoom), 180 são do tipo OCR (reconhecimento de caracteres), 106 contam com tecnologia de reconhecimento facial e 128 estão instaladas nas viaturas da GCM. O parque tecnológico é fundamental no apoio às ações tanto da GCM quanto da Polícia Militar e até da Polícia Civil.
A nossa meta é chegar a 4 mil câmeras ao longo dos próximos dois anos, sempre agregando tecnologia e recursos modernos para aprimorar o sistema. Além disso, nos próximos meses, graças ao concurso público que está em andamento, mais 170 guardas municipais integrarão o efetivo da GCM que conta atualmente com cerca de 380 integrantes totalmente preparados para o patrulhamento preventivo. Capacitações constantes e investimentos em equipamentos como viaturas fazem a diferença nos diversos grupamentos que compõem a GCM. Recentemente, 14 carros elétricos foram entregues à corporação para auxiliar principalmente no patrulhamento da orla, dando mais segurança a moradores e turistas.
Mesmo em questões que não são diretamente de responsabilidade da administração municipal, a prefeitura não se exime e realiza a gestão junto ao Governo do Estado, como por exemplo nas parcerias para obras em prédios da Polícia Civil, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), da Central de Polícia Judiciária (CPJ), bem como a reforma do 1º DP, no Bairro Tupi, e futuras instalações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
O que a prefeita deseja aos munícipes nessa data tão importante?
Raquel: Muito emprego, saúde e qualidade de vida. A Prefeitura atua em prol da população nesse trabalho, sempre em busca de desenvolvimento.