Luta pela vida de bebê que nasceu com coração pela metade e 3 braços comove Praia Grande, em SP

“No parto, meu marido olhou e viu que tinha algo 'pendurado no bebê", relembra a mãe. Bebê nasceu com uma série de más formações congênitas graves e pais lutam para mantê-lo vivo

Da redação
Publicado em 03/02/2021, às 11h04 - Atualizado às 11h54

Cesar nasceu em Praia Grande, com metade do coração e três braços Bebê de Praia Grande com três braços - Foto: reprodução / web


Uma arrecadação de fundos na internet vem chamando atenção em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Os pais de um bebê que nasceu com uma série de más formações congênitas lutam para mantê-lo vivo, enquanto o bebê, César, de cinco meses, trava, desde que nasceu, uma luta pela sobrevivência.

De acordo com informações da família na angariação de fundo na internet, César nasceu com metade do coração, três braços e outros problemas de saúde graves. De acordo com a mãe do bebê, Michelle Fondos, de 38 anos, Cesar já fez cinco cirurgias para corrigir problemas na coluna, no sistema respiratório e em seu coração acometido por cardiopatia congênita shce (Síndrome da hipoplasia do miocárdio esquerdo em recém-nascidos).

Os médicos ainda investigam o caso de Cesar, mas a suspeita é de que o terceiro braço do bebê tenha sido originado por um processo similar ao que provoca o nascimento de irmãos siameses, aquelas crianças que nascem com tronco e outras partes unidas.



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“No parto, meu marido olhou e viu que tinha algo 'pendurado no bebê", relembra  Michelle. Apesar de não ter movimentos, o terceiro braço do bebê tem sistema nervoso e duas mãos. A possibilidade de uma cirurgia para a retirada do terceiro braço da criança é avaliada pela equipe médica.

Cesar ficou mais de cinco meses na UTI em SP, em razão dos intensos cuidados de que necessita a criança, os pais relatam que precisaram de trabalhar. Além disso, a criança toma mais de 5 remédios.



Tudo isso fez com a os pais de Cesar fizessem uma vaquinha virtual, para buscar ajuda financeira. Buscando sensibilizar as pessoas, a família explica as doenças do bebê, como se ele mesmo as explicasse, falando em primeira pessoa. “Eu sou o Cesar, tenho metade do coração e tenho também  outras más formações como as vistas nas fotos e outras que são por dentro, fiquei  5 meses e 10 dias na UTI em SP”, diz trecho do relato.

O caso tem sensibilizado Praia Grande e outras cidades da Baixada Santista. “Vou pedir orações independente da sua religião para esse bebê” afirmou uma empresaria de Santos, que se mobilizou para ajudar o bebê que já veio ao mundo batalhando para não morrer.

Dos 40 mil reais que pede para arcar com as despesas de um sem número de medicações, a família já superou os 75%, ultrapassando os 30 mil reais. Mais de 300 pessoas apoiaram a família e a luta pela sobrevivência do bebê Cesar.  



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