A vitima receberia R$ 200.000,00 mas, ao buscar seus documentos, descobriu que tudo não passava de um golpe
da Redação
Publicado em 26/03/2021, às 15h49 - Atualizado às 16h23
Uma mulher de 63 anos caiu no famoso golpe do bilhete premiado em Praia Grande. De acordo com o direito penal brasileiro, a farsa é qualificada como crime de estelionato. O fato aconteceu na manhã de quinta-feira (25).
O golpe do bilhete premiado consiste na promessa de divisão ou entrega do prêmio para a vítima. Para concretizar a transação os criminoso solicitam um depósito ou dinheiro vivo. Após o convencimento da vítima os criminosos despistam a vítima.
A vítima relatou que foi abordada por uma desconhecida aparentemente desorientada em busca de informações, em uma rua do bairro Samambaia, na cidade de Praia Grande, estado de São Paulo.
O que a inocente senhora não imaginava é que, na verdade, a desorientada era uma golpista. A suposta estelionatária carregava consigo alguns papéis e em seguida chamou outra mulher que passava pelo local, perguntando sobre o mesmo endereço.
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A outra mulher que, de acordo com a vítima, também fazia parte do golpe, pediu para ver os papéis nos quais o endereço estava anotado. Ao conferir os papéis a comparsa desencadeou o crime.
No meio dos papéis havia o objeto do golpe: o bilhete premiado.
Como parte do teatro para envolver a vítima, a estelionatária disse que "apesar do prêmio lotérico ser uma quantia considerável em dinheiro, não poderia recebê-lo, pois o prazo para retirada do prêmio estava próximo do encerramento, estava sem documentos e deveria priorizar assuntos particulares".
Para complementar a narrativa bandida, a golpista afirmou que "não receberia o prêmio de forma alguma, pois suas crenças não permitem contato com jogos".
Com o circo armado, foi feito o combinado: a vítima receberia R$ 200.000,00 e a outra mulher, comparsa na farsa, receberia o restante do prêmio.
Até este ponto, não havia nada de errado, ninguém havia perdido nada, somente a possibilidade de elevados ganhos conduzia a conversa e a vontade dos agentes.
Foi neste ponto que o bote foi armado. Para receber seus R$ 200.000,00 a vítima deveria pagar uma quantia menor em dinheiro. A golpista, convicta de suas crenças e por isso impedida de receber dinheiro de jogo, disse que precisava urgentemente de dinheiro para pagar um advogado.
De carona com a criminosa, a vítima sacou mais de R$2.400,00 em um caixa eletrônico e entregou para a outra comparsa.
Com a promessa de ser levada à Caixa Econômica Federal para retirada do prêmio, a vítima, que estava sem documentos, foi levada até sua residência para buscá-los.
Com o RG na mão e próximo do ilusório sucesso financeiro, veio a desilusão. Na porta de sua casa não havia mais nada. Nem golpista, nem bilhete e nem o seu dinheiro. Foi quando a vítima descobriu que caiu em um golpe.
O crime será investigado pela polícia civil.