Advogada de 75 anos desocupou seu imóvel há cinco meses para ficar com sua filha em São Paulo; ela estranhou consumo em conta de luz, em imóvel que ela acreditava estar vazio; ao verificar sua casa em Praia Grande, idosa deu de cara com nova moradora que afirmou ter comprado o imóvel de outra pessoa
Da redação
Publicado em 26/05/2021, às 14h59 - Atualizado em 27/05/2021, às 08h24
Uma idosa de Praia Grande, no litoral de São Paulo, se viu envolvida numa situação surreal, no início deste mês, há cerca de duas semanas. Em estranhas circunstâncias, a mulher de 75 anos, que é advogada, descobriu que seu imóvel em Praia Grande, desocupado por ela há cerca de cinco meses, não só havia sido vendido sem o seu conhecimento, como já estava com uma pessoa morando no local.
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A nova moradora alegou que comprou o imóvel de uma outra pessoa que não é a proprietária, segundo a versão da idosa. Nesta terça-feira (25), ela, a idosa, procurou o 3º DP de Praia Grande e denunciou o caso.
Há cinco meses, em janeiro deste ano, para não ficar sozinha em Praia Grande, a idosa mudou-se temporariamente para a casa de sua filha em São Paulo - deixando sua casa no litoral desocupada.
No início deste mês, porém, uma conta de luz chamou a atenção da advogada de 75 anos. Mesmo com ela tendo saído do imóvel, o consumo energético da casa em Praia Grande, que ela acreditava estar vazia, havia aumentado.
Ressabiada, a mulher contatou a concessionária, e pediu uma releitura do relógio de energia elétrica, acreditando ter havido um erro. Foi quando a concessionária informou a ela que os moradores da casa não haviam solicitado a releitura.
Suspeitando ainda mais, na manhã do último dia 11, a mulher foi até sua casa em Praia Grande verificar e deu de cara com uma mulher morando na casa. Na data, a idosa então acionou a polícia, que foi até o local. A mulher que estava residindo no local afirmou que havia comprado o imóvel de um homem.
A idosa entrou na esfera competente com ação de reintegração de posse, e, nesta terça-feira procurou o 3º DP de Praia Grande, onde o caso foi registrado como esbulho possessório, que é a apropriação irregular de um bem de outra pessoa. A polícia investiga o caso.
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