Idoso afirma já havia se mudado e foi surpreendido por ordem judicial de reintegração de posse. Ele acusa suposto proprietário de golpe. Vendedor nega
Da redação
Publicado em 15/12/2021, às 12h54 - Atualizado às 16h42
Um aposentado de 60 anos acusou, nesta segunda-feira (13), o suposto proprietário de um apartamento em Praia Grande, no litoral paulista, de golpe imobiliário. O idoso afirma que, em janeiro deste ano, pagou quase R$ 100.000 de entrada no imóvel e parcelou outros R$ 300.000, que vinha pagando desde então. Após fechar a negociação, o idoso mudou-se para o imóvel, localizado no bairro Caiçara.
No entanto, o idoso relata que, no último sábado (11), foi surpreendido por uma oficial de Justiça com uma ordem judicial de reintegração de posse do imóvel que julgava ser dele.
Nesta segunda, dois dias após a surpresa, o aposentado procurou a polícia de Praia Grande e denunciou o suposto proprietário por fraude imobiliária. O proprietário, segundo ele, nega a fraude.
Em depoimento, o idoso afirmou que, em janeiro, após fechar o negócio da compra do apartamento avaliado em R$ 400.000, pagou R$ 82.000 em dinheiro e um carro, diretamente ao suposto proprietário, e pagou R$ 10.000, também em dinheiro, a uma vendedora que intermediou a negociação. Os R$ 308.000 restantes, diz o idoso, foram divididos em 100 parcelas de R$ 3.180. Depois disso, afirma, ele se mudou para o apartamento.
Em depoimento à polícia, o aposentado afirma que a venda começou a ficar suspeita em abril, quando ele foi contatado por um casal de advogados de uma construtora, afirmando que o vendedor do apartamento, um homem de 55 anos, teria comprado o apartamento onde ele, o aposentado, já estava morando e outros quatro imóveis, mas não teria pago nenhum deles. Por isso, disseram os advogados da construtora, a empresa entraria com uma ordem de reintegração de posse dos imóveis.
Segundo o idoso, ao ser questionado, o homem que lhe vendeu os imóveis afirmou que se tratava de uma mentira, pois ele estava negociando os pagamentos.
Entretanto, oito meses depois, o aviso dos advogados se concretizou, e o idoso recebeu a ordem de reintegração de posse do imóvel que pensava ser dele.
À polícia, o idoso afirmou acreditar que o suposto proprietário e a vendedora que intermediou a negociação estão mancomunados na prática de fraudes imobiliárias. O caso foi registrado como estelionato no 3º DP de Praia Grande e segue em investigação.