Adolescente de 12 anos é encontrada amarrada em quarto fechado com grades nas portas e janelas trancadas com cadeados; familiar, vizinho da criança, ouviu gritos de socorro, resgatou criança e chamou a polícia; menina afirmou que não comia há dois dias e, segundo testemunhas, estava debilitada; mãe sob suspeita
Da redação
Publicado em 22/07/2021, às 15h30 - Atualizado em 23/07/2021, às 08h16
Uma adolescente de 12 anos foi resgatada, na manhã desta quarta-feira (21), por seu primo e vizinho, após ser encontrada amarrada dentro de um quarto com grades fechadas por cadeados nas portas e janelas, em Praia Grande, no litoral de SP. Após resgatar a adolescente, o familiar e vizinho, acionou a polícia. A mãe da criança, uma auxiliar de enfermagem, é investigada.
Em depoimento, o homem de 22 anos afirmou que, por volta das 8h da manhã, ouviu gritos de socorro de sua prima, vindos da casa ao lado, no bairro Quietude, onde a criança mora com a mãe.
Preocupado, o homem pulou o muro e encontrou as portas e janelas do local com grades e trancadas por cadeado. Cerca de cinco dias antes, o homem afirma que observou que a mãe da menina havia mandado colocar grades nas portas e janelas da casa.
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Como o local estava trancado, e com a menina gritando por socorro, o homem olhou pelo vidro da janela do quarto, de onde vinham os gritos, e viu a menina amarrada. O primo então quebrou o cadeado da porta de entrada, e encontrou a menina sentada, com as pernas amarradas, “chorando muito”, segundo ele.
O homem afirma que a adolescente estava muito fraca e disse que a mãe dela a teria amarrado e ido trabalhar. A menina afirmou, disse ele, que sua irmã de 17 anos fugiu de casa e a mãe a interrogou sobre o paradeiro da irmã, porém, como ela não sabia nada, a mãe decidiu aprisioná-la amarrada dentro de casa.
Uma conselheira tutelar de Praia Grande foi designada para ouvir a adolescente. À polícia, a conselheira afirmou que a adolescente lhe revelou que havia passado a noite amarrada, e não comia há dois dias, pois a mãe nem preparava alimentos e nem a deixava preparar, visto que a amarrava. A menina também disse à conselheira que sua mãe tem dois empregos como auxiliar de enfermagem em Santos, e que ela, a mãe, sai todos os dias às 5h da manhã e retorna após às 23h.
Debilitada, a adolescente resgatada foi encaminhada ao Hospital Irmã Dulce, onde foi medicada e liberada. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher de Praia Grande. A mãe da criança vai responder por sequestro e cárcere privado, maus-tratos e violência doméstica.