Costa Norte
Publicado em 21/08/2015, às 11h21 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h51
Funcionários do porto de São Sebastião entraram em greve na última quarta-feira, 19, como forma de pleitear uma negociação com a Companhia Docas de São Sebastião, referente à data base 2014-2015. Segundo o Sindaport (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária), várias reuniões teriam sido realizadas com a empresa, inclusive a categoria teria aceitado a proposta salarial, mas até o momento não teria ocorrido a assinatura do acordo coletivo do ano passado, oficializando o acerto.
Após 24 horas de paralisação, os portuários conseguiram uma audiência de conciliação entre o sindicato e a Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) marcada para sexta-feira, dia 21. O vice-presidente do Sindaport, João de Andrade Marques, disse: "A paralisação da categoria foi essencial para a abertura de mais um canal de negociação. Todas as categorias da Companhia Docas aderiram ao movimento. Foi a primeira vez que os empregados da Companhia Docas de São Sebastião cruzaram os braços e realizaram uma greve geral. Outros movimentos grevistas já tinham ocorrido em 1995 e em 2004, na época em que o porto era administrado por outras empresas".
Segundo o vice-presidente do sindicato, a CDSS formulou uma proposta de unificação do Acordo Coletivo oferecendo aos novos funcionários da administradora portuária os mesmos benefícios dos antigos empregados. “Essa proposta foi analisada e aprovada pela categoria, porém até agora o acordo não foi assinado”.
Outro lado
A Companhia Docas de São Sebastião informou em nota, que a paralisação encerrou-se na própria quarta-feira, às 16h, e destacou que a greve não teria envolvido funcionários das áreas de meio ambiente, jurídica e a guarda portuária, que permaneceram normalmente desempenhando suas funções. A companhia afirma ainda que mantém negociação com o sindicato com o intuito de equacionar o pleito de unificação dos benefícios dos colaboradores concursados, que ingressaram na companhia com os dos funcionários absorvidos da empresa que anteriormente administrava o porto de São Sebastião, e ressalta que sempre esteve aberta ao diálogo e à negociação com seus funcionários e o sindicato que os representa, e que sempre procura atender aos pleitos dentro do que é possível.
Até o fechamento dessa edição sindicato e CDSS não haviam chegado a um acordo.