Mongaguá tem todas as sete praias impróprias para banho, aponta relatório semanal da Cetesb

Vila São Paulo; Central; Vera Cruz; Santa Eugênia; Itaoca; Agenor de Campos e Flórida Mirim constam da relação de locais que devem ser evitados

Rhauanny Queiroz
Publicado em 18/09/2026, às 13h06

Classificação semanal utiliza indicadores de poluição fecal encontrados nas amostras de água - Eduardo Barboza / Mongaguá


Todas as sete praias de Mongaguá constam como impróprias para banho, segundo o relatório semanal de balneabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A classificação considera os pontos monitorados pela companhia para avaliar a qualidade da água destinada à recreação.

Na lista de locais classificados como impróprios estão Vila São Paulo; Central; Vera Cruz; Santa Eugênia;, Itaoca; Agenor de Campos e Flórida Mirim.

A balneabilidade é o termo utilizado para indicar se a água está própria ou imprópria para atividades de recreação de contato primário. Esse tipo de recreação inclui práticas como natação, mergulho e esqui aquático, nas quais existe contato direto e prolongado com a água e possibilidade de ingestão acidental.

A avaliação segue critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A Cetesb realiza coletas regulares de amostras em diferentes pontos do litoral paulista e, a partir dos resultados, estabelece a classificação das águas.

Veja as praias impróprias

Conforme a relação informada no relatório semanal, os sete pontos de Mongaguá estão classificados como impróprios para banho:

A classificação semanal utiliza indicadores de poluição fecal encontrados nas amostras de água. Entre eles estão os coliformes termotolerantes, Escherichia coli e enterococos.

No caso das águas marinhas, a Cetesb considera, entre outros critérios, a concentração de enterococos. Uma praia pode ser classificada como imprópria quando são registrados valores superiores a 100 UFC/100mL em duas ou mais amostras de um conjunto de cinco, ou quando a última amostragem apresenta concentração superior a 400 UFC/100mL.

A condição de imprópria também pode ser determinada por outras situações que desaconselham o contato direto com a água, como presença de óleo provocada por derramamentos de petróleo, maré vermelha, proliferação de algas potencialmente tóxicas e surtos de doenças de origem hídrica.

O que influencia a qualidade da água

A densidade de enterococos é o principal indicador utilizado para avaliar a balneabilidade de uma praia em termos sanitários. A presença de esgoto nas águas pode estar relacionada a diferentes fatores.

Entre eles estão a existência de sistemas de coleta e disposição de resíduos domésticos nas proximidades, a presença de córregos que desembocam no mar, o aumento do turismo durante a alta temporada, as características da praia, a ocorrência de chuvas, as condições de maré e aspectos de saúde pública.

Quando corpos d'água contaminados por esgoto chegam ao mar, os banhistas podem ficar expostos a bactérias, vírus e protozoários.

Quais são os riscos à saúde?

O contato com águas contaminadas pode provocar doenças e infecções. Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade estão entre os grupos mais vulneráveis após nadar em locais contaminados.

A doença mais comum relacionada ao banho em águas contaminadas é a gastroenterite, que pode provocar enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça e febre.

Também podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta. Em praias muito contaminadas, os banhistas podem ficar expostos a doenças mais sérias, como disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide.

Cetesb orienta evitar banho em praias impróprias

Diante da classificação, a orientação é evitar o banho nas praias indicadas como impróprias. A Cetesb também recomenda evitar o contato com cursos d'água que deságuam nas praias e com locais que recebem corpos d'água de qualidade desconhecida, especialmente após chuvas intensas.

Outro cuidado é não ingerir água do mar, com atenção especial para crianças e idosos, que são mais sensíveis.

A Cetesb também recomenda que os banhistas não entrem no mar nas 24 horas após chuvas, além de evitar canais, córregos e rios que deságuam no oceano.

Os cuidados são importantes porque as condições de balneabilidade estão relacionadas à possibilidade de contato dos banhistas com microrganismos e outros contaminantes presentes na água. Além da classificação semanal, a Cetesb possui avaliações anuais da qualidade das praias.

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