Aposentado de Mongaguá tenta se vacinar desde o dia 22 de abril, quando sua faixa etária estava sendo imunizada; após ir todos os dias no posto de saúde e ser informado que não havia doses, idoso agora foi informado de que perdeu a vez e “vai ter de esperar”, pois vacinação não está mais em sua faixa etária
Da redação
Publicado em 05/05/2021, às 12h19 - Atualizado às 18h22
Um aposentado de 66 anos de Mongaguá, no litoral de São Paulo, enfrenta uma odisseia para se imunizar contra a covid-19. Jorge Luiz Alves de Oliveira, morador da cidade, relatou à publicação A voz de Mongaguá, que vem lidando com burocracias e informações desencontradas no sistema de saúde do município.
Na terça-feira, 20 de abril, a cidade iniciou a vacinação da faixa etária de Jorge Luiz. Dois dias depois, o aposentado foi ao posto de saúde no Balneário Itaguaí receber a primeira dose, e ali começou sua via crucis em busca da vacinação.
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Na ocasião, relatou o aposentado, já não havia mais doses quando ele chegou. Desde então, todos os dias, ele, que é do grupo de risco da doença, vai religiosamente ao posto, às 7h da manhã, tentar se vacinar.
Em 30 de abril, a cidade paralisou a aplicação da primeira dose para a faixa etária a partir de 63 anos, sob a alegação de baixo estoque de imunizantes. Ou seja, Jorge teria de esperar ainda mais.
Nesta terça-feira (4), a prefeitura informou nas redes sociais que vai retomar as vacinações, dando início, nesta quarta, à vacinação da faixa etária de 60 a 62 anos.
Decorre que também na quarta-feira, o aposentado Jorge Luiz afirma que permaneceu horas no mesmo posto de saúde onde tem tentado se vacinar e uma funcionária lhe informou que ele não poderia se vacinar, pois sua faixa etária "já havia passado".
Inconformado, o idoso contatou a Diretoria de Saúde do município e relata que foi informado por telefone que “a ordem é essa” e que “ele vai ter que esperar”. O idoso também relata que na ligação, foi informado que a ordem vem do Governo Estadual, porém o governo nega.
A Secretaria de Estado de Saúde afirma que enviou quantidade suficiente de vacinas para Mongaguá de acordo com projeções populacionais, e que, em registros de aplicações, o município teria saldo de 900 doses.
“Conforme dados extraídos [nesta terça-feira] da plataforma VaciVida e cadastrados pelo próprio município, foram aplicadas 15,4 mil, o que representada ‘’saldo’’ de cerca de 900 doses. As remessas de doses consideram estatísticas populacionais para cada faixa previstas pelo Ministério da Saúde”, informou a pasta estadual.
O Portal Costa Norte questionou a gestão municipal de Mongaguá sobre os relatos do aposentado, porém, até a conclusão desta matéria, a prefeitura não se manifestou sobre o caso.
Com informações de A Voz de Mongaguá |Thiago Fróes