Região registra escalada de mortes suspeitas
Da redação
Publicado em 22/10/2022, às 14h22 - Atualizado às 18h03
Uma perna humana foi encontrada boiando no Rio Itanhaém, na cidade de mesmo nome, no litoral de São Paulo, no início da noite desta quinta (20). A Secretaria estadual de Segurança Pública, disse neste sábado (22) que a polícia investiga o caso.
De acordo com a ocorrência, policiais militares encontraram a parte de um corpo nas águas do rio perto do píer da Ilha do Mauricinho, a cerca de 12km da região central da cidade. A equipe acionou o Corpo de Bombeiros que fez o recolhimento.
Foram requisitados exames ao IML e o caso foi registrado como morte suspeita pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém.
O caso se dá em meio a uma escalada de outras mortes suspeitas no litoral paulista. Desde junho, ao menos 16 corpos sem vida, com características de execução, apareceram na calada da noite ou à luz do dia sob viadutos, beiras de estradas ou ciclovias das cidades do litoral paulista - alguns deles com cordas atadas aos pés ou às mãos, enrolados em lençóis ou sacos de lixo.
Os dois últimos corpos foram encontrados há uma semana, em Praia Grande e Santos. Os outros 14 foram encontrados em menos de dois meses, entre o final de junho e de agosto. A maioria em Santos, Guarujá e Praia Grande. Sete corpos foram encontrados em um intervalo de cinco dias, entre 18 e 23 de agosto.
Entre as 16 vítimas, treze eram homens com idades entre 20 e 50 anos. Os dois últimos ainda não foram identificados. A única pessoa do sexo feminino entre os executados, uma mulher de 28 anos, foi encontrada também com marcas de tiro e hematomas, em 18 de agosto, em Praia Grande.
No final daquele mês, após o encontro do 14º corpo, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que não havia indícios de relação entre os casos. À época, o órgão estadual também afirmou que as investigações prosseguiam, conduzidas pela Polícia Civil de Santos e Delegacias Especializadas - o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de Santos e a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Praia Grande.