Relatório semanal divulgado nesta quinta-feira (22) indica que metade dos locais monitorados na cidade está inadequada para os banhistas
Rhauanny Queiroz
Publicado em 23/10/2026, às 11h17
Quem pretende aproveitar as praias de Itanhaém, no litoral de São Paulo, precisa ficar atento às condições da água do mar. O relatório semanal de balneabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), divulgado na quinta-feira (22), aponta que seis dos 12 pontos monitorados no município estão impróprios para banho.
A classificação inclui locais nas regiões do Suarão, Centro, Estância Balneária, Jardim São Fernando, Jardim Regina e Gaivotas. A recomendação é evitar entrar no mar nos trechos sinalizados como impróprios, pois a água pode apresentar contaminação.
Apesar dos alertas, outros seis pontos de monitoramento de Itanhaém estão próprios para banho nesta semana. A classificação é atualizada periodicamente pela Cetesb e pode mudar conforme os resultados das análises.
De acordo com o boletim semanal da Cetesb, os seguintes pontos estão impróprios para banho:
Suarão - AFPESP;
Centro;
Estância Balneária;
Jardim São Fernando;
Balneário Jardim Regina;
Balneário Gaivotas.
A orientação é respeitar a sinalização instalada nas praias e evitar o contato com a água nos locais classificados como impróprios.
O relatório também indica seis pontos com condições próprias para banho no município:
Campos Elíseos;
Jardim Suarão;
Parque Balneário;
Praia dos Pescadores;
Sonho;
Jardim Cibratel.
A classificação representa a condição verificada nas amostras consideradas para o boletim semanal. Por isso, é importante consultar as atualizações antes de entrar no mar.
A Cetesb monitora a qualidade da água do mar por meio de análises que verificam a presença de bactérias indicadoras de contaminação fecal. Entre os indicadores utilizados estão os coliformes termotolerantes, a Escherichia coli e os enterococos.
Para classificar a água do mar, o órgão considera a concentração de enterococos nas amostras coletadas. Um ponto pode ser considerado impróprio quando a concentração ultrapassa 100 unidades formadoras de colônia por 100 mililitros (UFC/100 mL) em duas ou mais das cinco amostras analisadas ou quando a amostra mais recente apresenta resultado superior a 400 UFC/100 mL.
Outras situações também podem comprometer a balneabilidade, como derramamentos de óleo, ocorrência de maré vermelha, proliferação de algas tóxicas e surtos de doenças de veiculação hídrica.
A qualidade da água pode ser influenciada por diferentes fatores, entre eles a coleta e o destino do esgoto, a presença de córregos que deságuam no mar, o aumento da quantidade de turistas durante a temporada, as características naturais da praia, as chuvas e as condições das marés.
O contato com água contaminada pode expor os banhistas a bactérias, vírus e protozoários. Por isso, acompanhar a classificação dos pontos monitorados ajuda a reduzir os riscos durante os dias de praia.
A principal recomendação é não entrar no mar nos pontos classificados como impróprios para banho. Crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido devem ter atenção redobrada.
O contato com água contaminada pode provocar problemas gastrointestinais, com sintomas como náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia. Também podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta. Em situações de contaminação mais intensa, há risco de doenças como disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide.
Outra orientação é evitar engolir água do mar e não entrar em córregos, canais ou rios que deságuam na praia quando não houver informação confiável sobre a qualidade da água.
Além do boletim semanal, a Cetesb também faz uma avaliação anual das praias. Essa análise considera os resultados obtidos ao longo do período de monitoramento, incluindo a frequência e a constância das classificações.
Nas praias monitoradas semanalmente, as categorias utilizadas são Ótima, Boa, Regular, Ruim e Péssima. Os locais acompanhados mensalmente seguem critérios próprios, também relacionados à concentração de enterococos.
A classificação anual não substitui o boletim semanal. Por isso, mesmo quando uma praia apresenta uma avaliação favorável no período, é importante verificar a condição atualizada antes de entrar na água.
A recomendação é evitar o banho de mar por 24 horas após chuvas fortes, período em que a água pode receber maior volume de contaminantes transportados pela drenagem urbana.
Também é indicado não entrar em rios, canais e córregos que desembocam no mar, principalmente quando não há informações sobre a qualidade da água.