Mosquitos fazem parte do ecossistema da cidade. Internautas se dividiram nos comentários
Esther Zancan
Publicado em 24/05/2022, às 09h38 - Atualizado em 26/05/2022, às 15h14
Que Ilhabela é um pedaço de paraíso em pleno litoral paulista, quase todo mundo concorda. Mas a cidade-arquipélago também é famosa pelos borrachudos, insetos conhecidos por suas picadas dolorosas.
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E uma postagem na página do Facebook “Ilhabela SP LT” nesta segunda-feira (23) colocou mais lenha na fogueira desse antigo perrengue.
No post era possível ver um print de um comentário de um turista relatando que ele e a família estiveram em Ilhabela em janeiro e que, pelo visto, serviram de almoço para borrachudos, mesmo com o uso de repelentes. “Ao todo, tomamos, sem exagero, mais de 400 picadas", relatou o autor do comentário, que também disse que não volta tão cedo à cidade.
Os internautas que comentaram a postagem se dividiram. Alguns optaram pelo tom jocoso e reavivaram a velha rixa moradores x turistas: “Torço que os borrachudos continuem sendo um fator limitador e de controle de visitantes na ilha”, “Borrachudos: controle biológico de turistas. Obrigado, borrachudo” e “Os borrachudos são os meus heróis.” foram alguns dos comentários pró-borrachudos.
Já outras pessoas concordaram que os mosquitos são “do mal” mesmo: “Fui em 2009, tenho marca até hoje ,e só passei umas horas no quiosque na praia”, “Gente isso É muito sério! Meu filho ficou internado quase uma semana por causa de picadas de borrachudos. Foi muito sofrimento” e “Estive em Ilhabela por 10 dias! Nunca mais volto, voltei devorada pelos borrachudos!”
Fato é que, os borrachudos fazem parte do ecossistema de Ilhabela. Não tem como se livrar 100% dos temíveis mosquitos. Eles se reproduzem principalmente nas inúmeras cachoeiras da cidade, onde encontram o ambiente perfeito: água limpa e temperatura adequada.
A prefeitura do município até faz o controle dos insetos com a aplicação de inseticida biológico, mas é impossível exterminá-los de vez, e isso nem seria apropriado, pois causaria um desequilíbrio na natureza.
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E, como se pode ver nos próprios comentários da postagem, tem quem alegue que ou nem chega a ser picado ou é picado muito pouco. Isso varia muito de pessoa para pessoa. Há as mais sensíveis, que chegam a desenvolver um quadro alérgico à picada e as que parecem nem “abrir o apetite” dos borrachudos.
A dica para quem não quer permitir que os borrachudos estraguem o passeio é nunca esquecer o repelente.
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