Prefeito de Ilhabela diz que cidade tem déficit de mais de 5,6 mil vacinas contra covid-19

Colucci afirmou que falta no município 1,6 mil vacinas para grupo de 50 a 59 anos, e mais de 4 mil vacinas para o grupo de 40 a 49 anos

Da redação
Publicado em 01/07/2021, às 12h27 - Atualizado às 15h44



O prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, continua mostrando descontentamento com a questão do envio de doses de vacinas contra covid-19 pelo governo do estado.

Em entrevista ao programa Café da Manhã, da TV Cultura Litoral, na manhã desta quinta-feira (1º), o chefe do Executivo ilhabelense afirmou que a cidade tem déficit de 1,6 mil vacinas para grupo de 50 a 59 anos, e outro déficit de mais de 4 mil vacinas para o grupo de 40 a 49 anos. 

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“É um absurdo o que vem fazendo o governo do estado com o calendário de vacinação da covid-19. A campanha de vacinação contra a covid depende da entrega de vacinas pelo Estado. Nossa cidade tem sido prejudicada em razão da pouca quantidade de doses que nos tem sido fornecida. Precisamos da quantidade correta de vacinas. Nossa população merece respeito”, disse. 

Outro lado

Questionada, a Secretaria Estadual de Saúde informou, por meio de nota, que o governo de São Paulo trabalha incansavelmente para garantir a vacinação a todos os brasileiros de São Paulo, incluindo os ilhabelenses, conforme recebe novas remessas de vacinas do Governo Federal. Tanto que já entregou à cidade de Ilhabela 1,7 mil doses na semana passada com as devidas orientações para aplicação nos públicos vigentes, que se somam a outras 460 doses retiradas nesta terça-feira (29). Outras mil doses devem ser retiradas pelo município até amanhã (2).



"Desde o início da campanha, mais de 18,3 mil doses foram enviadas ao município, e destas pouco mais de 17,4 mil foram aplicadas, evidenciando portanto um “saldo” de mais de 800 doses", diz a nota.

Segundo a secretaria estadual de Saúde, os dados foram informados pelo próprio município e estão disponíveis para consulta no Vacinômetro - https://vacinaja.sp.gov.br/vacinometro/.

"A cada nova remessa recebida do governo federal, que tem retardado os envios e impactado diretamente o ritmo de redistribuição aos municípios, o Estado programa as grades e distribui com base no público-alvo ainda a ser vacinado, com monitoramento da oferta e da demanda para prosseguimento da campanha. Leva em conta ainda as estatísticas populacionais estimadas pelo IBGE para 2020 e balanço de pessoas da faixa etária vigente imunizadas em grupos específicos", conclui a nota.