Propriedade tem 200 m², é cercada pela vegetação nativa da ilha e situada de frente para o mar
Reginaldo Pupo
Publicado em 15/06/2026, às 21h52
O mundo do mercado imobiliário, da arquitetura e do design de interiores entrou em polvorosa nesta semana após o anúncio da venda de uma casa projetada por Oscar Niemeyer (1907 – 2012), em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Para adquirir a propriedade e ter o privilégio de morar (ou passar as férias) na casa assinada por um dos mais importantes arquitetos do século XX e maior nome da arquitetura moderna, o comprador terá que desembolsar R$ 15,7 milhões.
Segundo fontes no mercado imobiliário consultadas pela reportagem, trata-se de um de seus projetos residenciais mais exclusivos do Brasil, algo fora da identidade arquitetônica que ele projetou em Brasília a partir de 1956, que o tornou conhecido em todo o mundo.
A casa, situada de frente para o mar e cercada pela vegetação nativa da ilha, tem 200 m² de área construída e jardins concebidos originalmente pelo arquiteto-paisagista Roberto Burle Marx (1909 – 1994). Segundo as fontes consultadas, o imóvel passou recentemente por uma ampla atualização, que buscou equilibrar preservação histórica e conforto contemporâneo.
Entre os elementos mais emblemáticos da construção está uma grande janela circular voltada para o Pico do Baepi, um dos cartões-postais de Ilhabela. A peça foi restaurada com moldura de jacarandá e preservou seu mecanismo de abertura original, reforçando o valor histórico da obra.
A integração com a paisagem foi ampliada por meio da instalação de amplos painéis de vidro e do uso de acabamentos que remetem ao ambiente praiano, como pisos com aplicação de areia natural em alguns espaços internos.
O projeto paisagístico também passou por revitalização. A intervenção priorizou espécies nativas e manteve o caminho sinuoso de areia que liga a residência diretamente à faixa de praia.
Internamente, a casa foi planejada para estimular a convivência. Os ambientes sociais se conectam de forma integrada, reunindo sala de estar, cozinha e espaço de TV em uma composição aberta e funcional. O uso da madeira em móveis e esquadrias acrescenta aconchego à estética minimalista predominante.
Na área privativa, as duas suítes foram posicionadas de frente para a mata preservada, garantindo tranquilidade, privacidade e vistas privilegiadas para o verde.
A decoração aposta em mobiliário brasileiro das décadas de 1950 e 1960, criando uma atmosfera que dialoga com o legado modernista da residência e valoriza importantes referências do design nacional. Além das suítes, a propriedade conta com lavabo, quatro vagas de garagem e acesso exclusivo à praia.