Costa Norte
Publicado em 21/02/2014, às 13h19 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h28
O vereador Mário Lúcio, sua mulher e o filho, de apenas 7 anos, foram vítimas de um sequestro-relâmpago na noite de quinta-feira, 10, no bairro Santa Rosa, em Guarujá. O crime teve início por volta das 21 horas, quando o vereador, ao chegar em sua residência, foi abordado por quatro indivíduos fortemente armados. Segundo a mulher do vereador, Elza Monteiro de Almeida, os bandidos estavam caracterizados de Polícia Civil e um deles portava, inclusive, um distintivo. Ela afirmou, ainda, que eles exigiram a quantia de R$ 300 mil. O grupo revirou a casa à procura de joias e dinheiro. Do lado de fora, a vítima disse ter notado a presença de outro veículo que, “provavelmente”, dava cobertura aos demais. Elza explicou que o vereador conseguiu retirar os criminosos de sua casa, com a alegação de que o dinheiro estava na casa de um amigo. Neste momento, os bandidos optaram por sequestrar a família, dividida em dois carros: em um deles foi levado o vereador e, no outro, Elza e o filho. Toda essa movimentação chamou a atenção de uma mulher que se encontrava em um restaurante próximo e acionou a Polícia Militar. “Graças a Deus, ela foi a minha salvação”, disse Elza. Quando a PM chegou na residência do vereador, já encontrou a Guarda Municipal, que, segundo Elza, foi acionada por um guarda amigo da família. “Ele notou que havia algo estranho, quando o carro do meu marido passou por ele e, ao contrário do costumeiro, não abaixou o vidro para cumprimentá-lo”.
Elza também informou que os bandidos estavam de posse de um rádio e ouviram o alerta da polícia. Resolveram, então, trocar um dos carros, na avenida Adhemar de Barros. “Nesta hora, o Mário aproveitou uma distração do bandido, deu um safanão nele e correu”. Os bandidos chegaram a disparar três tiros contra o vereador, mas não conseguiram alvejá-lo. Enquanto isso, Elza e o filho continuavam em mãos dos bandidos. Tempos depois, eles foram deixados na rodovia Cônego Domênico Rangoni. “Nós ficamos no escuro. Eles mandaram a gente se ajoelhar e não se levantar. Mas eu consegui ver que eles partiram em um carro prata”. Elza pediu ajuda e foi socorrida por um policial à paisana, que passava pelo local. Os bandidos conseguiram fugir levando algumas joias e pertences pessoais. A família tem a filmagem do crime e, segundo Elza, um dos bandidos já foi identificado. Mesmo com o susto, não pretendem sair da cidade. “Nós nascemos aqui, não adianta sair. Uma guarda municipal como essa não se tem em qualquer lugar”, disse, agradecida pela ação do policial amigo.