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Rapaz mata homem que ‘implicava’ por ele fumar maconha em frente à casa da vítima

Costa Norte
Publicado em 24/11/2012, às 04h17 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h10

- Costa Norte


Por Eliana Cirqueira

A Polícia Civil de Guarujá prendeu nessa sexta-feira (23), um rapaz acusado de cometer homicídio no último dia 14, por motivo ‘torpe’. O crime aconteceu no bairro Jardim Progresso, por volta das 18h, quando a vítima chegava a sua casa. O caso chamou atenção por ter sido motivado por discussões anteriores à fatalidade, entre a vítima e o acusado. De acordo com o delegado titular do município, Claudio Rossi, a vítima, J.C.S., de 51 anos, morava com a esposa na rua Plínio Passos e teria ‘implicado’ algumas vezes com o autor do crime, porque este ficaria em frente a sua casa, fumando maconha. “A motivação [alegada pelo jovem preso] seria de que esse senhor [a vítima] proibia que ele e os amigos jogassem bola e brincassem naquela localidade. O autor do crime tem 20 anos. O que nós [a Polícia Civil] temos é que a motivação seria de que esse indivíduo e outros fumavam maconha nas proximidades da casa da vítima, que, por várias vezes, reclamou e culminou nessa morte, com essa motivação”, informou o delegado. Rossi ainda falou que a vítima trabalhava, no entanto, possuía passagem pela polícia por tentativa de homicídio.

Ocorrido O delegado também detalhou como o crime ocorreu. “A vítima entrava em casa e ele [o acusado] forçou o portão. A vítima tentou segurar de qualquer jeito a porta da sua casa e buscou talvez alcançar um facão, quando foi atingida pelos dois disparos da arma de fogo”, explicou.



O delegado titular Cláudio Rossi falou sobre o homicídio

Sem passagem Segundo a Polícia, o acusado não tinha passagem pela polícia. Questionado sobre o crime, L. M. I. da S., de 20 anos, alegou que agiu em legítima defesa e que a vítima implicava com ele e outros meninos que ficavam no local, mas confessou que havia trocado a arma do crime por um cavalo antes do ocorrido. “Acho que do jeito que ele [o morador assassinado] era, ele teria me matado. Qualquer coisa que havia no bairro, ele puxava o facão. Não estou querendo me justificar”, disse Silva. Ainda conforme informações do delegado, o autor do crime deve responder pelo caso preso, já que ele foi detido em flagrante por porte ilegal de arma. Claudio Rossi também declarou que o caso tem testemunhas. “Nós estamos providenciando as oitivas delas. As investigações continuam”. O preso agora deve ser transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de São Vicente, onde aguardará o julgamento do caso.