Previsão é que sejam removidas palafitas na Prainha, no canal do estuário, em Vicente de Carvalho, e no bairro Santa Rosa
Da redação
Publicado em 07/08/2021, às 14h57 - Atualizado às 15h50
Guarujá é uma das cinco cidades da Baixada Santista contempladas pelo programa estadual ‘Vida Digna’, que visa a erradicação de palafitas na Baixada Santista. Ao todo, o governo do estado pretende investir R$ 600 milhões na construção de 2,8 mil novas unidades habitacionais. Só em Guarujá devem ser erguidas 580 unidades.
O anúncio oficial foi feito pelo governador João Doria, neste sábado (7), em Santos, que também foi contemplada pelo programa. São Vicente, Praia Grande e Cubatão também receberão investimentos. Cerca de 15 mil pessoas serão beneficiadas em toda a baixada.
Na oportunidade, Doria assinou um "aceite" para a Secretaria de Estado da Habitação fazer convênios com as cidades beneficiadas pelo programa.
Em Guarujá, a previsão é que sejam removidas palafitas na Prainha, no canal do estuário, em Vicente de Carvalho, e na região da rua Padre Donizete, em área de mangue, no bairro Santa Rosa. As famílias serão realocadas para unidades em conjuntos habitacionais no Cantagalo (região da Enseada) e no Parque da Montanha, na Vila Edna.
Durante a manhã, antes de anunciar os investimentos do programa ‘Vida Digna’, Doria sobrevoou de helicóptero áreas de palafitas na Baixada Santista, inclusive em Guarujá.
“É um investimento gigantesco do estado para dar dignidade aos mais humildes. Todo mundo merece uma moradia digna”, disse o governador de São Paulo.
As 580 unidades do projeto ‘Vida Digna’ juntam-se as 240 moradias que serão construídas no Cantagalo, onde serão investidos R$ 427 milhões, destinadas exclusivamente às famílias vítimas dos deslizamentos decorrentes da tempestade que assolou o município em março do ano passado; e as 649 unidades do convênio com a Santos Port Authority (SPA), no valor de pouco mais de R$ 40 milhões, que vai remover famílias da Prainha, totalizando 1.649 unidades, do início do ano até agora.
As futuras 580 unidades continuarão priorizando as famílias das comunidades Marezinha, Aldeia e Prainha, que há décadas moram em área invadida, de expansão portuária, que pertence à União e que não têm as condições de habitabilidade e nem infraestrutura necessária para moradia.
O prefeito, Válter Suman disse ainda que a intenção da prefeitura não é só construir moradias, mas oferecer toda infraestrutura necessária como água, luz, esgoto, pavimentação e outras melhorias para uma vida mais digna para quem vive nessas áreas, consideradas de alto risco.