É possível acessar o local através de barco e por trilhas difíceis que partem das praias do Góes e do Guaiúba; local tem 400 metros de faixa de areia
Rodrigo Florentino
Publicado em 04/04/2026, às 09h06 - Atualizado em 16/06/2026, às 13h10
A praia do Saco do Major possui 400 metros de extensão e está localizada na região sul do Guarujá. Situada na área denominada Cabeça do Dragão, a praia é cercada por densa vegetação de Mata Atlântica. O local é considerado um dos pontos mais isolados do município.
O nome da praia deriva de sua geografia em formato de saco e da história de um antigo major que habitou o local no passado. O mar apresenta águas claras e, apesar do isolamento, é indicado para banho com cautela devido à profundidade e às correntes laterais, atraindo banhistas em busca de maior privacidade.
A balneabilidade da região pode variar conforme as condições climáticas e as correntes marítimas. Recomenda-se que o banhista consulte o mapa de qualidade das praias da Cetesb antes da visita.
A praia do Saco do Major não possui qualquer infraestrutura comercial. O local não conta com quiosques, banheiros, ciclovia ou postos de salvamento fixos. Por ser uma área de preservação e difícil acesso, a praia permanece deserta na maior parte do ano. O visitante deve levar todos os itens necessários para o consumo, como água e alimentos.
É fundamental recolher todo o lixo produzido, uma vez que não há serviço de coleta regular na faixa de areia. A preservação da Mata Atlântica no entorno é monitorada por órgãos ambientais e pela Prefeitura, visando manter as características originais da vegetação local.
O acesso à praia do Saco do Major é restrito e exige planejamento. Existem dois caminhos principais: por mar ou por trilhas terrestres. Para quem opta pelo transporte marítimo, barcos de passeio e táxis-marinhos partem das praias das Astúrias e da Ponta da Praia. O desembarque é feito diretamente na areia e depende das condições das ondas.
As trilhas para a praia do Saco do Major possuem nível de dificuldade alto. O primeiro trajeto começa na praia do Guaiúba e o segundo na praia do Góes. Ambas as rotas são estreitas, possuem trechos íngremes e exigem bom preparo físico. O tempo estimado de caminhada varia entre 1h30 e 2 horas. No Guarujá, não existe o sistema de Zona Azul para estacionamento rotativo nas proximidades dessas trilhas. O visitante deve atentar para a sinalização de proibido estacionar nas ruas residenciais próximas ao Guaiúba para evitar multas.
O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) recomenda que banhistas evitem entrar no mar sem conhecimento das correntes de retorno locais, especialmente em dias de ressaca. A prática de mergulho livre é comum nos costões rochosos nas extremidades da faixa de areia, onde a visibilidade da fauna marinha é maior em dias de mar calmo.
As atividades principais na região são o mergulho contemplativo e o ecoturismo. Devido ao isolamento, o local é ideal para quem busca silêncio e contato direto com a natureza. Durante os meses de junho e julho, a praia entra na rota de avistamento de baleias jubartes. Segundo dados do Instituto Gremar, o avistamento de cetáceos é recorrente no litoral paulista durante o inverno, quando os animais migram para águas tropicais para reprodução.
Quanto às normas de conduta, a Lei Municipal 44/1998 proíbe a utilização de caixas de som e equipamentos que gerem ruído excessivo nas praias. A presença de animais na areia é proibida pelas leis municipais de higiene e segurança pública do Guarujá, visando a preservação da fauna local e o controle sanitário.
Por ser uma área de preservação permanente, o descarte de resíduos é de responsabilidade total do visitante. Recomenda-se o uso de sacos de lixo resistentes para o transporte de resíduos de volta à zona urbana. Em relação à segurança pessoal, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) alerta para os riscos de trilhas realizadas após períodos de chuva, quando o solo torna-se escorregadio e aumenta o risco de acidentes.
É aconselhável informar terceiros sobre o roteiro e o horário previsto de retorno, já que o sinal de telefonia celular é instável na região. Para quem opta pelo acesso marítimo, é obrigatório o uso de coletes salva-vidas durante todo o trajeto, conforme normas da Marinha do Brasil. O desembarque na areia deve ser evitado em dias de agitação marítima severa.
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