Costa Norte
Publicado em 17/01/2017, às 07h38 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h37
Guarujá
Inicia às 13 horas desta terça-feira, 17, o julgamento do policial militar Anderson Willians da Silva, apontado como o autor dos três disparos que levaram à morte o ex-secretário de Governo de Guarujá, Ricardo Joaquim. O assassinato ocorreu em 2012, durante uma reunião político-partidária. A previsão é que a sessão, realizada no 1º Tribunal do Júri de São Paulo, na Barra Funda, dure até três dias.
O Ministério Público Estadual (MPE) aponta que o policial agiu sob cobertura do ex-PM George de Almeida, que também responde ao processo preso preventivamente. Segundo a denúncia o assassinato foi a mando dos empresários Felício Bragante e Edis Vedovatti, que respondem em liberdade. Eles teriam ordenado o crime após Ricardo Joaquim descumprir um acordo para a extinção ou redução de débitos de IPTU em uma área superior a 1 milhão de metros quadrados localizada no bairro Jardim Virgínia.
O policial acusado como autor dos disparos deixou a corporação 20 dias após o assassinato para abrir um comércio.
O assassinato de Ricardo Joaquim ocorreu na noite de 8 de março de 2012 durante um encontro político-partidário. A arma usada no crime foi encontrada com Anderson Willians da Silva.
As investigações levaram a questão da área no Jardim Virgínia, cujo terreno foi adquirido em 2010 pela empresa Tera, que pertence a um empresário de Campinas. Segundo a polícia, Ricardo Joaquim teria recebido dinheiro burlar a questão das dívidas de IPTU do terreno, mas como foi exonerado do cargo, não cumpriu a promessa e, posteriormente, foi assassinado.
Os dois empresários ligados à empresa Tera, apontados como mandantes do crime foram presos durante a investigação, mas conseguiram um habeas corpus e estão soltos. Eles respondem ao processo em liberdade.