Costa Norte
Publicado em 29/08/2014, às 13h58 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h34
A prefeita de Guarujá Maria Antonieta de Brito e representantes das empresas portuárias e da Associação Comercial e Empresarial de Guarujá (Aceg) vistoriaram, na tarde de quinta-feira, 28, a nova via de acesso ao porto de Santos, no lado de Guarujá, e que possui três faixas que interligam, numa distância de aproximadamente 600 metros, a Domênico Rangoni à avenida Santos Dumont. O acesso desafogará cerca de 40% do tráfego de veículos (fluxo de caminhões) na rua Idalino Pinês (conhecida como rua do Adubo), hoje o único acesso ao cais. Mas, apesar de pronta, a obra ainda depende da construção de uma faixa de desaceleração às margens da rodovia Don Domênico Rangoni. O projeto para a faixa de desaceleração foi recebido pela concessionária Ecovias dia 18 passado. A proposta será encaminhada para a Agência de Transportes de São Paulo (Artesp) para procedimentos internos que visam a elaboração do projeto executivo. A expectativa do estado é de que a faixa de 350 metros, ao custo de R$ 800 mil, fique pronta o final de novembro. A prefeita Antonieta elogiou o esforço de todos envolvidos no projeto, em especial, a Aceg e Codesp, e as empresas Dow Química e Fassina, que cederam, em locação, a área para a construção do novo acesso. Antonieta lembrou a importância do porto na balança comercial brasileira e os prejuízos e transtornos causados pelos congestionamentos no acesso a ele. “Foi um esforço de todos, prefeitura, governo do estado e a classe empresarial. E hoje estamos registrando a entrega de nossa parte”, afirmou. O representante da Aceg e das empresas portuárias Heitor Gonzales lembrou o esforço de todos para resolver os problemas de congestionamentos registrados durante o período da safra, e da busca de soluções, até que se chegasse à proposta da obra do novo acesso. “Temos que agradecer o empenho da prefeita Antonieta junto à Artesp para agilizar a obra da pista de desaceleração. Há quatro meses começamos a obra e, assim que a pista de desaceleração estiver concluída, o que deve ocorrer no máximo em 90 dias, teremos maior velocidade nas operações de entrada e saída dos caminhões ao porto”, disse. O novo acesso faz parte da fase II da perimetral, que deverá ter início em março do próximo ano, com o processo licitatório. A obra será um grande viaduto estaiado na avenida Santos Dumont, por onde passará o trânsito urbano, pois o fluxo portuário será em nível e se ligará ao novo acesso. A prefeita Antonieta também sugeriu, durante a vistoria, que a empresa Fassina ceda, por locação à Codesp, uma área de aproximadamente 90 mil metros quadrados, localizada ao lado do novo acesso e que teria capacidade para servir como estacionamento para cerca de 400 caminhões. Após a conclusão da pista de desaceleração, haverá a implantação de uma nova sinalização na Santos Dumont, em um pequeno trecho, em frente às empresas Dow e Cutrale, por onde entrarão os caminhões que se dirigem ao porto. A saída será pela rua do Adubo, formando um anel viário. Com a conclusão do viaduto da perimetral, o que deve ocorrer em três anos, haverá a separação definitiva do trânsito portuário do urbano.