Costa Norte
Publicado em 28/06/2013, às 20h55 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h19
Guarujá celebra 79 anos de emancipação político-administrativa neste domingo (30). Mas a programação oficial das atividades começou bem antes, na noite do último dia 21, com a abertura da Etapa Intermunicipal da Conferência Nacional de Educação, o II Conae, que aconteceu no auditório da Unaerp. Nada incomum para uma cidade que demonstra estar em pleno desenvolvimento. Em breve entrevista, a prefeita Maria Antonieta de Brito fala sobre assuntos como o futuro desejado para Guarujá, a Copa de 2014, e investimentos variados, que devem surgir com a era pré-sal. Confira:
JCN: O que mais se pode comemorar nesse 79º aniversário da cidade e por quê?
Antonieta: Guarujá comemora sua emancipação político-administrativa no momento em que o povo brasileiro vai para as ruas exigir de todos nós, gestores públicos, sua própria emancipação cidadã. Penso que neste 30 de junho, precisamos confirmar definitivamente nosso compromisso de conduzir Guarujá rumo ao desenvolvimento econômico e sustentável, que inclua todas as pessoas, emancipando-nos assim a cada dia e juntos construirmos os melhores anos de nossa historia. O maior investimento da Administração Municipal para este ano, certamente, foi em relação a mudança de foco para aplicação dos recursos. A diretriz estratégica está voltada para geração de emprego e renda, a partir do aumento do percentual investido em áreas como Turismo, Esporte e Lazer, Planejamento e Desenvolvimento Econômico. Outra preocupação é cuidar do presente, a partir de um aumento substancial no percentual do orçamento investido em assistência social. JCN: De que forma a cidade está se preparando para a Copa de 2014?
Antonieta: Primeiramente precisamos lembrar que a Copa do Mundo para o Guarujá é uma oportunidade estratégica para tornar a cidade em um excelente polo esportivo, que é o Estádio Antonio Fernandes, que ficará a disposição da população após esse grande evento. As chances são muitas. Guarujá se preparou desde o início, preparou projetos, apresentou e conquistou os recursos, tanto do governo do estado, quanto do Ministério do Esporte. Ao todo são R$ 16,5 milhões de investimentos especificamente para as cidades que pleiteiam e com condições de sub-sediar a Copa de 2014. O Ministério do Esporte destinou R$ 4,5 milhões para equipamentos esportivos e operacionais do Estádio Municipal Antônio Fernandes. Enquanto, à reforma física do estádio, será custeado pelo governo do estado, por meio do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade), são R$ 12 milhões. A proposta é, além de reformar o estádio, dar acessibilidade e reformar seu entorno, proporcionando mais qualidade a quem for utilizá-lo. Apresentamos nosso projeto junto ao Ministério, que possui verba para as chamadas Cidades-Base, e assim conquistamos muito mais melhorarias para o Estádio Antônio Fernandes. Oito delegações visitaram Guarujá: Alemanha, Estados Unidos, Bélgica, Suécia, Coréia do Sul, Inglaterra, Rússia e Suíça, sendo que esta última esteve duas vezes na cidade. JCN: Qual o déficit habitacional e como solucioná-lo?
Antonieta: De acordo com levantamento feito pelo Plano Local de Habitação de Interesse Social (PHLIS), Guarujá tem aproximadamente 33 mil famílias que necessitam de moradias dignas, sendo que 11 mil destas ganharão casas novas. As demais terão suas áreas regularizadas e receberão toda infraestrutura. Aproximadamente 50% do déficit habitacional já esta licitado, seja em construção ou com recursos contratados para iniciar os investimentos. Os recursos são provenientes dos governos estadual e federal por meio dos programas PAC I - Favela Porto Cidade (2.500 famílias), PAC II – projeto Enseada (1.148) pelo estado, Projeto Cachoeira – Guarujá G (1.450). Além disso, Guarujá foi contemplado com o projeto de Contenção de Encostas, que tem como objetivo, regularizar e levar infraestrutura aos núcleos subnormais incluindo os morros, sem precisar remover às famílias que vivem nesses locais. O município está com outros seis projetos habitacionais sob análise da Caixa Econômica Federal. Com o PLHIS, o município sabe quais são as necessidades habitacionais, onde tem áreas para investir e construir. JCN: Como está a situação atual nos três respectivos locais: CING; Aeroporto Metropolitano; e Base Offshore da Petrobras?
Antonieta: No CING, a empresa Saipem do Brasil está instalada no local e outras empresas têm demonstrado interesse em se instalar. Sobre o Aeroporto Metropolitano, a prefeitura está em tratativas com a Secretaria de Aviação Civil e aguarda a liberação da outorga da área para iniciar o EIA/Rima e licitação de obras no local. Sobre a Base Offshore, a Petrobras tem demonstrado interesse em se instalar na cidade e fazer suas operações no aeroporto.
JCN: A prefeitura conquistou uma Fatec junto ao governo do estado; aonde será instalada? E a Etec continua no mesmo local?
Antonieta: O edifício da Fatec será erguido na rua Josefa Hermínia Caldas, no Jardim Progresso, em uma área de 7,7 mil m². A construção irá atender a cidade e toda a região. Hoje, a Etec Santos Dumont funciona na rua Dona Vitória, 502, Jardim São Miguel, porém em prédio alugado. O local é pequeno para suportar a atual demanda. No novo prédio funcionarão os cursos de: Hotelaria, Secretariado, Turismo e o Técnico em Manutenção de Aeronaves. A iniciativa visa à ampliação do espaço físico e também dos cursos da Escola Técnica Santos Dumont. Além disso, a proposta é de futuramente, o espaço ainda abrigar uma Faculdade de Tecnologia (Fatec), assim como anunciou recentemente o governador Geraldo Alckmin.