Iniciativa da Unidade de Vigilância em Zoonoses também ofereceu avaliações para investigar a doença e orientações sobre prevenção e tratamento
Redação
Publicado em 21/10/2026, às 16h34
A prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, vacinou 47 cães e gatos contra a raiva durante uma ação de conscientização sobre a esporotricose, na terça-feira (20). A iniciativa, promovida pela Unidade de Vigilância em Zoonoses, também ofereceu avaliações clínicas para investigar possíveis casos da doença e orientações aos tutores sobre prevenção e tratamento.
A atividade integrou a programação do Outubro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a esporotricose. Durante os atendimentos, profissionais reforçaram a importância de observar alterações na saúde dos animais e procurar avaliação veterinária diante de sinais suspeitos.
A vacinação antirrábica e as análises diagnósticas oferecidas pela Unidade de Vigilância em Zoonoses de Guarujá permanecem disponíveis durante todo o ano, mediante agendamento. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (13) 3308-6528.
A unidade fica na avenida Adriano Dias dos Santos, 303, no Jardim Boa Esperança, em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá. Além da vacinação contra a raiva, o serviço oferece acompanhamento de animais diagnosticados com esporotricose e orientações aos responsáveis.
A esporotricose é uma infecção causada por fungos que pode atingir animais e seres humanos. Os gatos estão entre os animais mais afetados e podem transmitir a doença. Os cães também podem contrair a infecção, embora os casos sejam menos frequentes.
Segundo as orientações divulgadas pela prefeitura, manter os gatos dentro de casa, sem acesso livre às ruas, é uma das medidas recomendadas para reduzir o risco de exposição. Passeios devem ocorrer em ambientes seguros e sob supervisão dos tutores.
A esporotricose tem tratamento. Em Guarujá, a Unidade de Vigilância em Zoonoses acompanha os casos diagnosticados e disponibiliza medicamentos e orientações aos tutores.
O diagnóstico depende de análises específicas. Após a confirmação, os responsáveis recebem encaminhamento para avaliação veterinária e definição do tratamento adequado.
A continuidade dos cuidados depende também da participação dos tutores, que precisam administrar os medicamentos conforme as orientações recebidas e manter o acompanhamento do animal.
Para destacar os resultados dos tratamentos, a equipe da Zoonoses organizou um mural com registros da recuperação de animais atendidos pela unidade. A iniciativa busca valorizar a continuidade do tratamento e a participação dos responsáveis na recuperação dos pets.