Triagem dará prioridade no acolhimento a crianças, idosos e pessoas com deficiência em casos de emergência
Redação
Publicado em 12/09/2026, às 12h27
Guarujá estruturou um novo plano de ação para acelerar o socorro e o abrigo de famílias atingidas por desastres naturais, como alagamentos, deslizamentos de terra e ressacas. O Plano Operacional Setorial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em Situação de Calamidade.
A proposta organiza a atuação dos serviços públicos antes, durante e depois das emergências climáticas, garantindo que o atendimento não precise começar do zero a cada tempestade.
Pelo protocolo, a Defesa Civil faz a primeira avaliação dos danos e indica os locais seguros. Em seguida, uma rede que conta com 317 profissionais de assistência social é acionada para acolher as vítimas.
Uma triagem avalia as necessidades imediatas, com atenção especial a crianças, idosos e pessoas com deficiência e encaminhá-las para abrigos temporários em ginásios, equipamentos sociais ou escolas municipais.
Além do socorro imediato, o plano garante o acompanhamento pós-crise. As famílias desalojadas ou desabrigadas terão acesso facilitado à atualização do Cadastro Único e ao recebimento de auxílios financeiros temporários voltados a situações de calamidade.
O mapeamento municipal aponta 14 áreas de risco alto em Guarujá, onde vivem cerca de 6.781 pessoas em mais de 2 mil moradias vulneráveis. O planejamento teve início em janeiro de 2026, e as equipes da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social foram capacitadas em março.
O documento está em revisão para incorporar novas orientações diante do cenário de eventos climáticos extremos e alterações nos padrões de chuva. A atualização deve ser concluída em outubro, quando haverá nova capacitação dos profissionais para iniciar o protocolo revisado em novembro.