Após ser acusado de estupro por populares, linchado e enfiado dentro de um carro o homem contou que "se não fosse resgatado, seria morto pelo tribunal do crime"
Da redação
Publicado em 07/06/2021, às 15h20 - Atualizado às 16h42
Um químico de 51 anos que havia sido sequestrado após ser acusado por populares de ter estuprado uma criança de 9 anos, foi resgatado pela polícia antes de chegar a um cativeiro localizado em uma comunidade de Guarujá, no litoral de São Paulo. A ação aconteceu na noite de domingo (6). O homem contou à polícia que se não fosse resgatado, seria morto pelo tribunal do crime nas próximas horas.
O crime foi denunciado de forma anônima pelo telefone 190. Após a denúncia, uma guarnição da polícia militar foi acionada e se deslocou até o local indicado pelo denunciante que ainda relatou que o suposto estuprador estava sofrendo agressões, pontapés e ameaças de morte por três homens.
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De acordo com declarações do químico à polícia, ele teria entrado na comunidade para comprar drogas quando um jovem começou a gritar dizendo que ele teria estuprado o menino, o que ele negou. Pouco a pouco populares se aglomeraram em volta dele. As agressões começaram no meio da rua e terminariam com a sua morte em um cativeiro.
Dois homens e um adolescente chamaram um motorista de aplicativo para levar o suposto estuprador até o local onde o acusado seria morto. Já rumando para o local do cativeiro todos foram interceptados pela polícia militar e encaminhados para a delegacia.
Segundo a Policia Civil, durante a elaboração do flagrante, uma mãe chegou com seu filho de 9 anos declarando que o menino chegou em sua casa dizendo que um homem de idade avançada, com características semelhantes à do químico detido, teria pedido para pegar em seu órgão genital.
A mãe da criança detalhou o caso dizendo que após o filho dizer isso, foi até a rua procurar o homem, foi então que avistou o químico comprando drogas na comunidade e pediu ajuda a populares. Na delegacia a criança reconheceu, com muita convicção, o químico como autor do assédio.
A polícia determinou a prisão em flagrante dos dois homens pelo crime de sequestro e cárcere privado em sua forma qualificada pois o químico foi espancado. O adolescente foi apreendido pelo crime de sequestro e cárcere privado e encaminhado até a fundação casa do Guarujá. O motorista foi ouvido e liberado, pois a polícia não localizou provas de sua participação no crime.
Já o químico foi preso e poderia ser liberado após pagar uma fiança de R$ 2.000,00 porém, não tinha o dinheiro para pagar e foi conduzido a cadeia pública do Guarujá por assediar uma criança com o fim de obter ato libidinoso.