Unidades de saúde da cidade organizam encontros entre 19 e 27 de fevereiro, com orientações sobre lúpus, Alzheimer, fibromialgia e leucemia
Rhauanny Queiroz
Publicado em 16/02/2026, às 11h08
Cubatão, na Baixada Santista, promove ao longo do mês programação voltada à campanha Fevereiro Roxo e Laranja, com ações de conscientização sobre lúpus, Alzheimer, fibromialgia e leucemia.
Atividades ocorrem em diferentes Unidades de Saúde da Família (USFs) do município, com rodas de conversa, orientações e dinâmicas abertas ao público.
Após o Carnaval, equipe da USF Vila Esperança CAIC (rua São Francisco de Assis, snº, Vila Esperança) promove, na quinta-feira (19), às 9h, conversa com foco na conscientização sobre lúpus e Alzheimer. A proposta é ampliar o acesso à informação e esclarecer dúvidas da população sobre os sintomas e formas de acompanhamento.
A USF Mario Covas (rua da Primavera, snº, Vila Natal) organiza duas atividades, uma na segunda-feira (23), às 8h30, e outra na sexta-feira (27), às 9h. Já a Unidade Básica de Saúde da Vila Nova (rua São João, 185, esquina com a rua Dom Pedro I, Vila Nova) promove conversa sobre o Fevereiro Roxo e Laranja na quarta-feira (25), às 8 horas.
Encerrando a programação, a USF da Ilha Caraguatá (rua Feud Farah, snº, Ilha Caraguatá) promove no dia 27, a partir das 9h, dinâmica com a comunidade que inclui alongamentos, exercícios físicos e orientações sobre leucemia, Alzheimer, lúpus e fibromialgia.
Ações começaram nos dias 9 e 10 nas unidades do Mario Covas, Área 5, Vila e Jardim Nova República (Bolsão 8). Também houve orientações no grupo de gestantes da USF Mario Covas, com foco em leucemia, além de conversa com o público da CSU sobre fibromialgia e lúpus.
Na quinta-feira (12), a USF da Cota 95 promoveu palestra sobre os temas da campanha. Na quarta-feira (11), mais de 30 pessoas participaram de atividade na USF da Cota 200, conduzida pela médica Beatriz Leite Buessio, pela nutricionista Vanessa Maria Farias Gama e pela educadora física Michele Bernardo Vitaliano, com informações sobre fibromialgia, Alzheimer e lúpus.
Na manhã de sexta-feira (13), a USF do Pilões promoveu palestra com o tema Cuidados com fibromialgia. A médica Ana Luiza Curi e a enfermeira Maria da Conceição Batista Quixabeira dos Santos conversaram com o público sobre sintomas, formas de identificação e opções de tratamento.
Na USF do Vale Verde, a nutricionista Kétsia Cristina Santos Das Dores, a enfermeira Noemi de Almeida Machado e a psicóloga Francine dos Reis Silva abordaram o tema alimentação e Alzheimer com um grupo de idosos. Já na USF do Morro do Índio, o enfermeiro André Luiz Carvalho conduziu orientações em sala de espera, com apoio da equipe multiprofissional.
Fevereiro Roxo e Laranja, campanha nacional que busca conscientizar sobre doenças crônicas e reforçar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. O mês também chama atenção para a doação de medula óssea.
O lúpus é um distúrbio crônico em que o organismo produz anticorpos em excesso, que passam a atacar tecidos saudáveis, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o lúpus sistêmico (LES) é a forma mais comum e grave, representando cerca de 70% dos casos. A doença afeta principalmente mulheres em idade fértil.
A fibromialgia provoca dores generalizadas, principalmente em músculos e tendões, além de cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. A Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que cerca de 3% da população brasileira tenha a síndrome, sendo a maioria mulheres.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que causa declínio das funções cognitivas, afetando memória, comportamento e capacidade de trabalho e convivência social. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), cerca de 6% das pessoas com mais de 60 anos no Brasil têm a doença.
Já a leucemia é um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que, em 2019, foram registrados mais de 10 mil novos casos no país. Entre os sintomas estão anemia, palidez, fadiga, manchas roxas na pele, febre e dores nas articulações e ossos.
Campanha também reforça importância da doação de medula óssea. A compatibilidade é rara: a cada cem mil pacientes, apenas um doador costuma ser compatível, o que torna o cadastro de novos voluntários fundamental.
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