Costa Norte
Publicado em 11/01/2017, às 08h59 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h37
Foto: Divulgação
Cubatão
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou na manhã desta quarta-feira, 11, a conclusão de parte das análises da qualidade da água do rio Mogi, no trecho sob influência dos afluentes da indústria de fertilizantes Vale, em Cubatão. Conforme relatório, houve alterações e novas coletas serão feitas.
As coletas que apresentaram alterações na concentração de nitrogênio amoniacal foram realizadas no dia do incêndio, registrado no último dia 5. Segundo a Cetesb, a concentração não chegou a causar mortandade de peixes ou impacto ambiental significativo no rio. Ainda, a companhia informou que não houve registro de reclamações da vizinhança reportando alterações em vegetação ou corpos d’água e dará continuidade ao monitoramento.
A Cetesb deverá realizar novas coletas de água no local, para verificar se, passados mais de quatro dias do acidente, a concentração já se diluiu no manancial.
Incêndio
A explosão ocorreu pouco depois das 15 horas de quinta-feira, 5, na Planta 2 da Valefértil, no Polo Industrial de Cubatão. O sinistro foi restrito à área da Valefértil. Segundo o Corpo de Bombeiros, a explosão ocorreu quando uma esteira entrou em contato com o líquido nitrato de amônio.
Quando acionadas, as equipes de emergência da prefeitura providenciaram, por precaução, a retirada de 218 pessoas residentes na comunidade Mantiqueira e outras que estavam na área, situada próxima à indústria, exatamente na divisa com Santos. Os moradores foram transferidos para a escola João Ramalho, na Vila Nova Cubatão, onde aguardam a liberação para retornarem às suas casas.
Ministério Público
Na manhã de sexta-feira, 6, o Ministério Público Federal em Santos informou que determinou a instauração de um inquérito para investigar o incêndio e o vazamento de produtos químicos. Diz a nota: “O MPF considera urgente a necessidade de investigação das causas do incêndio e da extensão dos prejuízos. No documento que determina a apuração, o procurador da República Thiago Lacerda Nobre destaca entre os motivos a possibilidade real de risco à saúde da população local e dos trabalhadores da região e os prováveis danos ao meio ambiente”.