Costa Norte
Publicado em 09/10/2015, às 09h38 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h53
*Foto: Celso Moraes / CMSS
A contratação de pessoal para as obras do contorno sul da Nova Tamoios, em São Sebastião, foi o assunto mais debatido na última sessão da Câmara, realizada na terça-feira, 6. Segundo apontado, a construtora Queiroz Galvão ainda estaria trazendo operários de outras cidades, em detrimento à mão de obra local. De acordo com o vereador Ernane Primazzi, o Ernaninho (PSC), o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) encaminhou 458 trabalhadores locais à empresa, mas apenas 29 foram contratados.
Ernaninho disse que a maioria das vagas é para ajudante de manutenção, motorista, soldador, pedreiro, eletricista e auxiliar administrativo. “Funções que têm mão de obra em São Sebastião”. Ele garantiu, ainda, que não será liberada a instalação de alojamento na Topolândia.
O vereador Gleivison Gaspar (PMDB) lamentou o suposto descumprimento da Lei 2.336/2015, aprovada em julho deste ano, que estabelece uma cota de 70% das vagas do município priorizadas para os trabalhadores da cidade. “Fizemos a lei para suprir a falta de bom senso da Queiroz Galvão, que está rasgando São Sebastião e deveria, no mínimo, gerar emprego para quem mora aqui”. O presidente Luiz Santana Barroso, o Coringa (PSD), revelou já ter solicitado a intervenção do Ministério do Trabalho no caso.
Durante a sessão, os vereadores aprovaram um requerimento no qual pedem informações sobre a origem do pessoal empregado nas obras até o momento.
Trabalhadores querem mudanças na lei
Ao final das discussões, acompanhadas por cerca de 50 trabalhadores, os presentes tiveram a oportunidade de usar o microfone para expor suas queixas e o descontentamento com a situação. Os presentes defenderam alterações na lei aprovada, e pediram a supressão do parágrafo que exime a empresa de contratar locais em caso da vaga que exija especialização ou habilitação específica (cursos técnicos ou superiores).
Além disso, os trabalhadores defenderam a ampliação da possibilidade de contratação, dentro dessa cota mínima de 70%, para trabalhadores de todas as cidades da região, e não apenas de mão de obra de São Sebastião, como consta no texto atual. Os vereadores se comprometeram a colocar as alterações na pauta desta semana. Os manifestantes ainda afirmaram que, caso a situação não se resolva ao longo da semana, eles organizarão uma nova paralisação das obras.