Costa Norte
Publicado em 30/10/2015, às 13h38 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h53
*Foto: JCN
Por Nayara Martins
Assessoria técnica para elaborar o Plano Municipal de Cultura e reivindicar a ocupação de um dos quiosques para ser utilizado por atividades culturais. Esses foram os principais temas discutidos na reunião do Conselho Municipal de Políticas Culturais, nas quinta-feira, 29, na Casa dos Conselhos.
Bertioga foi contemplada entre mais de 400 municípios para ter uma assessoria técnica da Universidade Federal da Bahia, com verba do Ministério da Cultura, para a elaboração do Plano Municipal de Cultura para a elaboração do Plano Municipal de Cultura. A presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais Elisa Selvo explicou que o Plano deverá estar aprovado até março, e o ideal é que já contemple as sugestões feitas em audiências públicas, para que reflita a realidade de Bertioga. "Nossa intenção é que o Plano tenha as metas a serem cumpridas para daqui a 10 ou 20 anos".
Quanto à ocupação dos quiosques na orla da praia - tema que será discutido em audiência pública, no próximo dia 5, na Câmara de Bertioga, Elisa afirmou que a utilização do quiosque 2 pelo projeto Harmonia é uma questão já consolidada. "A iniciativa terá o apoio do Conselho e estaremos na audiência para defender a ideia". O Conselho enviará ainda um ofício ao Legislativo para legitimar a proposta, e propor a utilização do quiosque para outros projetos culturais.
O artesão Odair Furquim também destacou a importância da utilização do quiosque pelo projeto Harmonia. Segundo ele, há cerca de três anos, são realizados os bailes aos domingos à noite, reunindo cerca de 80 pessoas por noite. "É a única opção de lazer aos domingos, especialmente ao público da terceira idade, gerando melhoria na autoestima das pessoas". Ele espera o apoio do Conselho e dos frequentadores na audiência pública, para garantir a permanência do projeto no quiosque.
Outro assunto abordado na reunião foi a abertura oficial, este mês, de uma conta para o Fundo de Incentivo à Cultura. "As doações podem ser feitas de origem diversas, como a destinação de uma pessoa física ou uma herança. Nossa intenção é que, a partir do início da cobrança de ingresso no Forte São João, o Fundo seja beneficiado", afirmou Elisa Selvo. Tais recursos serão revertidos para benfeitorias para o próprio Forte e também para as Organizações Não Governamentais (ONGs) e outras iniciativas.